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GUANAMBI/BAHIA - Quinta-Feira, 05 de Novembro de 2026
 
 
 
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El Niño de 2026 quebra recorde e pode causar impacto de 43 dias na Bahia
Mudança pode afetar principalmente a agricultura, interferindo no planejamento do plantio.
Quinta-Feira, 05 de Novembro de 2026

O El Niño de 2026 atingiu um novo recorde de aquecimento no Oceano Pacífico e pode provocar mudanças no clima brasileiro nos próximos meses. Entre os possíveis impactos estão temperaturas mais elevadas, redução das chuvas em partes do Norte e Nordeste e atrasos no início da estação chuvosa. Na Bahia, esse atraso pode chegar a 43 dias na região de Ilhéus e Itabuna, no sul do estado.


Em outubro, a temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4 ficou 2,47°C acima da média histórica, o maior desvio já registrado para o mês nessa área do Pacífico. O resultado reforça a classificação do fenômeno como muito forte, com possibilidade de permanecer ativo até o início de 2027.


Bahia pode ter atraso nas chuvas


Um estudo da empresa de tecnologia ambiental MORFO, divulgado pela CNN, aponta que o El Niño pode alterar o calendário de chuvas em diferentes regiões do país.


Na região de Ilhéus e Itabuna, a estimativa é de um atraso de aproximadamente 43 dias no início da estação chuvosa, em comparação com condições climáticas neutras.A mudança pode afetar principalmente a agricultura, interferindo no planejamento do plantio, na preparação do solo e na disponibilidade de água.


Em outras localidades, os atrasos podem ser ainda maiores. Em Curuá, no Pará, a previsão chega a 74 dias. Já em Santarém e Altamira, também no estado paraense, as estimativas são de 41 e 34 dias, respectivamente.


Nordeste pode enfrentar mais calor e menos chuva


O levantamento indica que cerca de 84% do território brasileiro pode registrar temperaturas pelo menos 0,5°C acima da média histórica durante a estação chuvosa de 2026-2027.


No Nordeste, aproximadamente 47% da região apresenta tendência de temperaturas mais altas acompanhadas de redução das chuvas. Na Caatinga, a estimativa aponta queda de 22% no volume de precipitações.


O cenário também preocupa a Região Norte, onde 55% da área analisada apresenta tendência simultânea de mais calor e menos chuva. Em partes da Amazônia, a redução das precipitações pode chegar a 16%, com temperaturas cerca de 0,9°C acima da média.


No Cerrado, a projeção indica diminuição de 15% das chuvas e aumento de aproximadamente 0,8°C na temperatura.


Sul pode registrar aumento das chuvas


Enquanto partes do Norte e Nordeste podem enfrentar condições mais secas, o Sul apresenta tendência de aumento das precipitações.


As projeções oficiais para o trimestre de novembro de 2026 a janeiro de 2027 também apontam maior probabilidade de chuvas acima da média em áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.


Já em 58% do território brasileiro analisado, o estudo não identificou uma relação estatística consistente entre o El Niño e a quantidade de chuva.


Aquecimento do Pacífico bate recordes


Dados atribuídos ao Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mostram que o aquecimento das águas do Pacífico alcançou marcas históricas em outubro.


Na região Niño 3, a anomalia semanal chegou a 3,7°C, superando os 3,6°C registrados em dezembro de 1982. Já na região Niño 1+2, próxima ao Peru e ao Equador, o desvio atingiu 4,6°C, igualando o recorde de junho de 1983.


O meteorologista Leydson Dantas, do Inmet, ressalta que os indicadores semanais e mensais devem ser analisados separadamente, pois representam períodos de medição diferentes.


 El Niño começou a se configurar em junho e deve permanecer ativo pelo menos até o início de 2027. Apesar das projeções, os efeitos não são uniformes e dependem da intensidade do fenômeno, da época do ano e da atuação de outros sistemas atmosféricos.


 

FONTE: atarde.com.br  
 
 

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