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Peixe queridinho dos brasileiros entra em extinção e pode ter venda proibida
Segunda-Feira, 03 de Agosto de 2026

O tambaqui (Colossoma macropomum), um dos peixes de água doce mais populares e consumidos  do Brasil, principalmente na região Norte, passou a integrar a lista oficial de espécies ameaçadas de extinção. A decisão do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) acendeu um alerta entre ambientalistas e produtores e pode culminar na proibição da pesca da espécie em todo o país.


A inclusão do tambaqui na categoria de espécies ameaçadas, no entanto, não significa que a pesca está proibida de imediato. A medida determina que o governo elabore um plano de recuperação da população do peixe, com ações voltadas à conservação e ao uso sustentável da espécie.


Segundo o diretor do Departamento de Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade do MMA, Braulio Ferreira de Souza Dias, a restrição à pesca só poderá ocorrer caso o plano de recuperação não seja aprovado dentro do prazo previsto pela legislação.


Dados do Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade (SALVE), coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), apontam que o tambaqui está classificado como "Vulnerável".


A avaliação indica uma redução estimada de 43,4% da população da espécie ao longo de três gerações, resultado associado principalmente à pesca intensiva registrada nas últimas décadas. Outros fatores, como alterações ambientais e pressão sobre os habitats naturais, também podem ter contribuído para o declínio da espécie.


Setor pesqueiro questiona decisão


A classificação do tambaqui gerou reação entre pescadores, pesquisadores e representantes do setor pesqueiro, que defendem a revisão da decisão do governo federal.


Eles argumentam que os estudos utilizados para enquadrar a espécie como ameaçada consideram apenas dados de desembarque em áreas não protegidas, que representam cerca de 61% da distribuição conhecida do peixe. Na avaliação dos representantes do setor, faltam levantamentos em unidades de conservação e em territórios indígenas, onde o tambaqui também está presente.


 

 

FONTE: www.bnews.com.br  
 
 

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