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Estudo científico projeta aumentar em até dez vezes a área irrigada no Oeste baiano
Quinta-Feira, 01 de Março de 2018

Estudo científico desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais, e da Universidade de Nebraska, nos Estados Unidos, desde 2016, projeta um aumento da área irrigada na região Oeste da Bahia em até dez vezes. A pesquisa deve apontar a capacidade hídrica da região e a previsão para a conclusão desta etapa é fevereiro de 2019, quando sairão os resultados e começará o trabalho de implantação do modelo, que já é utilizado no Estado do Nebraska nos EUA. Baseado nos estudos, o secretário estadual da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia, Vitor Bonfim, afirma que no ano de 2050 cerca de 10 bilhões de pessoas no mundo terão que ser alimentada.

“A população, além de crescer, está saindo da linha de pobreza e esse aumento populacional e a urbanização exigem cada vez mais água para o consumo. Só para termos uma noção do impacto desse estudo para a região Oeste, após a aplicação do mesmo na prática, teremos na área um potencial de crescimento de, no mínimo, dez vezes em um curto espaço de tempo, garantindo o uso múltiplo da água. Infelizmente nos últimos seis anos passamos por um tempo de estiagem prolongada, além da crise financeira. Esse estudo vem para garantir ao investidor, tanto da Bahia quanto o externo, que a partir do momento que ele tiver sua outorga d´agua ou seja, o seu direito para utilização do recurso hídrico garantido pelo Estado, ele vai ter a certeza de que a água vai estar disponível para ele usar todos os anos, mesmo nos momentos de crise”, avalia o gestor.

Ainda segundo o secretário, a primeira fase da pesquisa mapeou as bacias dos rios de Ondas, Fêmea e Rio Grande. “É um estudo muito complexo, envolve avaliação de toda malha de rios, toda água subterrânea. A grande polêmica que vem de qualquer setor é a falta de informação, não podemos esperar um aquífero baixar ou um rio chegar a determinado nível para poder agir. Os produtores se preocupam, a sociedade se preocupa, mas a medida que passamos informação antes do caos, os produtores se planejam e passamos a prever o aumento ou a diminuição de pontos de irrigação”, observa.

O estudo é financiado pelo governo da Bahia, através da Secretaria do Meio Ambiente (SEMA), Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado da Bahia (INEMA) e Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária do Estado da Bahia (SEAGRI) e conta com o apoio da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA), por meio do Programa para Desenvolvimento da Agropecuária (PRODEAGRO) e será apresentado também no Fórum Mundial da Água, que ocorre em março, em Brasília. Até o momento, R$ 3 milhões foram investidos e outros R$ 3 milhões serão requeridos para a segunda etapa da pesquisa, que irá explorar as águas subterrâneas da região.

 

FONTE: atarde.uol.com.br  
 
 

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