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Guerra fria
Segunda-Feira, 23 de Julho de 2018

Por trás do impasse para a formação das coligações proporcionais da base do  governador Rui Costa (PT) está a pouca quantidade de candidatos com votação menor entre os partidos. Na  prática, as legendas maiores, como PT e PSD, só vão colocar na disputa para deputado estadual e federal aqueles com chance de eleição e vão deixar de fora os postulantes com menos votos. A estratégia visa eleger o maior número de parlamentares possível, já que os votos da legenda não vão se desidratar entre diversos candidatos.

Receio

Na eleição passada, por exemplo, o PT teve 55 candidatos a deputado federal, muitos com 10 mil a 20 mil votos, o que ajudou a impulsionar a coligação. Agora, deve colocar apenas entre 11 e 17. O PSD, por sua vez, deve indicar oito nomes e espera eleger todos. Justamente por isso, as legendas maiores defendem o chapão com todas as agremiações da base. Nos bastidores, a jogada é chamada de “chapão dos caciques”. O temor dos líderes da base é que a falta de candidatos com menor musculatura provoque uma redução da bancada dos aliados de Rui na Câmara dos Deputados e na Assembleia.

 

FONTE: www.correio24horas.com.br/Foto-www.municipiosbaianos.com.br  
 
 

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