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Fontes renováveis geram 88% da energia elétrica da Bahia
No âmbito nacional, a geração de energia eólica cresceu 15% em 2018. A representatividade da fonte chega a 8,3% de toda energia produzida no SIN.
Terça-Feira, 25 de Dezembro de 2018

“Oitenta e oito por cento (88%) de toda matriz energética da Bahia está sendo gerada através das fontes hídrica, biomassa, e, principalmente, solar e eólica”. A informação é do secretário estadual de Infraestrutura,  Marcus Cavalcanti, que destaca a possibilidade de implantação de parques híbridos no estado, já nos próximos anos.

Segundo Marcus Cavalcanti, “a Bahia tem sido protagonista no fomento de energia limpa e em pesquisas neste setor. Inclusive, ampliando projetos ‘híbridos’, que contemplam a geração de energia, a partir de fonte solar e eólica. Os futuros projetos híbridos irão otimizar o escoamento da energia elétrica, utilizando a infraestrutura já existente, montada durante a construção dos parques eólicos para a conexão com o Sistema Interligado Nacional (SIN)”.

FONTES RENOVÁVEIS

No âmbito nacional, a geração de energia eólica cresceu 15% em 2018. A representatividade da fonte chega a 8,3% de toda energia produzida no SIN. Esses dados consolidados são do boletim InfoMercado mensal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE que indicam que a geração de energia eólica em operação comercial no país cresceu 15% de janeiro a outubro em relação ao mesmo período do ano passado.

Movidas pela força do vento, as usinas eólicas produziram 5.197,26 MW médios frente aos 4.527 MW médios entregues ao SIN em 2017. A representatividade desta fonte, em relação à toda energia gerada no período pelas usinas do SIN alcançou 8,3%. A fonte hidráulica (incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCHs) foi responsável por 71,3% do total; enquanto as usinas térmicas responderam por 20,4%, incluindo as usinas solares.

No levantamento geral até outubro passado, a CCEE contabilizou 557 usinas eólicas em operação comercial no país, que somavam 14.214 MW em capacidade instalada, número 16% superior frente aos 12.250 MW de capacidade das 480 unidades geradoras existentes em outubro de 2017.

BAHIA EM DESTAQUE


Dentre esses dados e outros pesquisados pelos sistemas elétricos, a Bahia aumentou a sua capacidade instalada para produção de energia solar e eólica nos últimos quatro anos, colocando-se como destaque entre os demais estados da Federação.

Na energia solar, por exemplo, o território baiano possui a maior capacidade instalada para produção energética, a partir da fonte fotovoltaica no Brasil. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), são 608 MW de potência distribuídos em 26 parques em operação comercial. Essa potência tem uma estimativa de atender cerca de 680 mil domicílios.

Na energia eólica, conforme dados do Banco de Informação de Geração (BIG), disponibilizado também pela Aneel, a Bahia tem a segunda maior capacidade instalada do país com um total de 3.475 MW em 135 parques em funcionamento, ficando atrás do Rio Grande do Norte, que possui 3.722,4 MW de capacidade e 138 empreendimentos em operação comercial. Essa capacidade da Bahia pode fornecer energia elétrica para cerca de 8 milhões de residências.

EMPREENDIMENTOS


Já nos últimos dois anos, ainda na Bahia, o número da energia solar ganhou relevância. Nesse período, 24 empreendimentos entraram em atividade com 606 MW de potência, ou seja, 99,6 % da capacidade atual para geração de energia através do sol foi adquirida entre os meses de junho de 2017 e dezembro de 2018, através de leilões. Um investimento global de R$ 3,1 bilhões.

Por sua vez, o número de empreendimentos eólicos, em território baiano, triplicou nos últimos quatro anos. Entre janeiro de 2015 e novembro de 2018, entraram em operação 102 parques e adicionaram 2.634 MW de potência à capacidade instalada do estado. Nesse período, foram investidos aproximadamente R$ 9,9 bilhões.

ATLAS SOLAR


Junho passado, durante o Campus Party, a Secretaria de Infraestrutura lançou o “Atlas Solar da Bahia”, que traz dados relevantes sobre as áreas de convergência para implantação de parques ‘híbridos’ - com fontes solar e eólica -. “Esses novos projetos possibilitarão o compartilhamento da infraestrutura de transmissão já existente ou em construção, resultando na redução de custos na operação e escoamento da energia a ser gerada”, ressalta Marcus Cavalcante.

O Atlas Solar Bahia aponta os municípios baianos que possuem maior índice de radiação solar durante o dia e maior força do vento durante a noite. Com isso, o estado tem capacidade para ter projetos ‘híbridos’ de geração de energia elétrica a partir das fontes solar e eólica. "Esses novos projetos irão otimizar o escoamento da energia elétrica, utilizando a infraestrutura já existente, montada durante a construção dos parques eólicos para a conexão com o Sistema Interligado Nacional (SIN)".

Fruto da parceria entre as secretarias estaduais de Infraestrutura e de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia (SECTI) o  “Atlas Solar da Bahia “ foi produzido em parceria das secretarias estaduais de Infraestrutura (Seinfra) e de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). O material analisa o potencial da energia solar na Bahia para servir de orientação para empreendedores interessados em realizar investimentos no setor. O material é servir de orientação para empreendedores interessados em realizar investimentos no setor.

GERAÇÃO POR ESTADO

Na pesquisa realizada pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE o estado do Rio Grande do Norte se mantém como maior produtor na geração de energia eólica  por do país com 1.473,3 MW médios de energia entregues nos primeiros dez meses de 2018. A Bahia aparece na sequência com 1.236,4 MW médios produzidos. Ao final de outubro, os dados confirmaram que o Rio Grande do Norte ainda tem a maior capacidade instalada, somando 3.772,9 MW. enquanto a Bahia aparece em seguida com 3.525 MW.

 

FONTE: www.trbn.com.br  
 
 

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