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Brasileiros pobres e entre 35 e 59 anos puxam alta na reprovação a Bolsonaro, aponta Datafolha
Terça-Feira, 03 de Setembro de 2019

Os mais pobres e as pessoas de 35 a 59 anos puxaram a alta na reprovação ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), aponta pesquisa Datafolha realizada nos dias 29 e 30 de agosto. A fatia que considera o governo ruim ou péssimo cresceu em todos os segmentos de renda, idade, escolaridade, região e cor. Mas a representatividade dessas duas faixas —aqueles com renda familiar mensal de até dois salários mínimos e pessoas de 35 a 59 anos— em relação à população brasileira foi decisiva para o aumento geral da reprovação. O levantamento indica que, em agosto, 38% dos entrevistados consideraram o governo Bolsonaro ruim ou péssimo. Avaliaram como ótimo ou bom 29%, enquanto 30% o consideraram regular.

Em abril, quando o Datafolha fez a primeira pesquisa de avaliação do governo, 30% o avaliavam como ruim/péssimo, 32% como ótimo/bom e 33% como regular. Na faixa de quem tem renda familiar mensal de até dois salários mínimos, a reprovação foi de 34% em abril para 43% em agosto. Essa fatia representa 44% da população brasileira com 16 anos ou mais. O Datafolha ouviu 2.878 pessoas em 175 municípios de todas as regiões do país. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.  A reprovação a Bolsonaro também teve alta expressiva entre pessoas de 35 a 44 anos e na faixa de 45 a 59 anos na comparação dos dados de abril e agosto —os dois segmentos representam 44% da população.

O diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, interpreta o crescimento da reprovação nessas duas fatias como consequência da reforma da Previdência, aprovada pela Câmara em julho. “São duas faixas atingidas diretamente por esse tema.” Paulino ressalta ainda o “peso político e simbólico” representado pelo crescimento da reprovação a Bolsonaro em três segmentos que ajudaram a elegê-lo em 2018: pessoas com nível superior de escolaridade, renda de mais de dez salários mínimos e moradores da região Sul, ainda que esses estratos tenham uma representatividade menor quando comparados à população brasileira.

“São os eleitores dele, onde ele obteve vantagens acima da média na eleição.” O diretor-geral do Datafolha aponta a radicalização no discurso do presidente nas últimas semanas como a principal explicação para a alta da reprovação nesses segmentos. “A inadequação ao cargo de presidente é o que mais influencia esses eleitores que estão desistindo dele.” Os mais ricos e os mais escolarizados são ainda os mais polarizados, de acordo com a pesquisa realizada em agosto. Entre quem ganha mais de dez salários mínimos, apenas 16% avaliam o governo como regular —ótimo/bom soma 37%, enquanto ruim/péssimo, 46%. Entre aqueles com nível superior de escolaridade, 32% aprovam o governo, e 43% reprovam, enquanto 25% o consideram regular.

 

FONTE: www.politicalivre.com.br  
 
 

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