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Residências mais ricas em Salvador têm renda 61 vezes maior que as mais pobres
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios foram divulgados nesta quarta-feira (16)
Quarta-Feira, 16 de Outubro de 2019

O cenário é de disparidade. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), mostrou que, em Salvador, as residências mais ricas apresentam uma renda 61 vezes maior do que as de famílias mais pobres. Os dados foram colhidos durante todo o ano de 2018.

A pesquisa comparou os rendimentos daqueles que tinham os maiores valores e os que recebiam os menores salários. Quando o assunto é o salário médio de quem ganha mais, o valor chega a ser 48 vezes maior em relação às remunerações mais baixas. No ano passado, a média salarial para os mais ricos foi de 6.196 por mês, contra R$ 129 da média dos mais pobres. No Brasil, a diferença é de 36 vezes.

Apesar da disparidade, a desigualdade social na Bahia caiu. Segundo os resultados divulgados nesta quarta-feira (16), a renda dos mais ricos diminuiu em 10%, reduzindo assim a diferença na distribuição, na comparação entre 2017 e 2018.

Embora haja um registro de queda, motivada por um déficit de 18,5% no rendimento dos 10% dos que ganham mais no estado, a diferença entre os salários de ricos e pobres na Bahia ainda é a 6ª maior no país.

O perfil de maiores atingidos com essa perda salarial é formado por homens, trabalhadores que se declaravam brancos e aqueles com maior nível de instrução. Com isso, no ano passado, reduziram-se também as desigualdades salariais por sexo, cor ou raça. Bem menos afetada, a diferença de rendimentos por nível de instrução também mostrou um leve recuo.

O estudo compara, ainda, os rendimentos segundo alguns parâmetros específicos. A remuneração de quem tem nível superior, por exemplo, caiu  22,1%. A queda, porém, não é representativa se comparada com o salário de quem completou apenas o ensino médio. O salário médio de quem completou os estudos universitários é quase três vezes maior que o de quem não passou por uma faculdade: R$ 3.830 contra R$ 1.355

Renda média
Outra redução importante, segundo a pesquisa, foi na renda média dos baianos. Entre 2017 e 2018, na Bahia, a renda média real total da população - que inclui salários, rendimentos provenientes de aposentadorias, programas sociais, aluguéis, aplicações dentre outras formas de renda -, caiu 5,8%, passando de R$ 1.486 para R$ 1.400. Com a mudança, a Bahia passa a ser o estado com a 4ª renda média mais baixa do país, superando apenas Alagoas, Piauí e Maranhão. O movimento de queda, percebido pelo estado, foi contrário ao do país, onde a renda média aumentou. No Brasil, o rendimento médio real de todas as fontes cresceu 2,8% entre 2017 e 2018, de R$ 2.107 para R$ 2.166.

A queda na Bahia foi também a 3ª mais profunda entre os estados, menor apenas que as verificadas no Amazonas (-10,2%, de R$ 1.733 para R$ 1.557) e no Amapá (-7,2%, de R$ 1.904 para R$ 1.766).

 

FONTE: www.correio24horas.com.br  
 
 

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