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Com obras da FIOL paradas desde 2015 no sudoeste da BA, extração de minério de ferro não pode ser iniciada na região
Comerciante da região diz que não está conseguindo manter o negócio.
Terça-Feira, 10 de Outubro de 2017

O canteiro de obras da Ferrovia Oeste Leste (FIOL) no distrito de Brejinho das Ametistas, no município de Caetité, sudoeste da Bahia, estão paradas desde 2015. O distrito, que possui cinco mil habitantes, é por onde devem passar pelo menos 60 dos 1.526 km de extensão da estrada de ferro da FIOL. Caetité é o meio do caminho das duas etapas da obra, já que a FIOL 1 é de Ihéus, no sul da Bahia, à Caetité, e a FIOL 2 é de Caetité até Barreiras. Na região oeste da Bahia, as obras de construção da ferrovia também enfrentam atrasos e não chegou nem a 30% do previsto.

Em março de 2016, a Valec, empresa ligada ao Ministério dos Transportes e responsável pelas obras, rescindiu o contrato com o consórcio de construtoras alegando descumprimento de obrigações contratuais e problemas na construção.

A Valec diz que as obras do lote quatro estão perto de 80% do previsto, e que a primeira etapa da ferrovia tem conclusão prevista para o segundo semestre de 2018. Ainda segundo a Valec, entretanto, a construção está parada.

Sem a conclusão da obra no sudoeste da Bahia, a extração de minério de ferro, que deveria garantir ainda mais empregos e renda, não começa. Isso ocorre porque o município não tem como transportar a produção.

"Nós temos aqui o minério de ferro e que está parado por conta da paralisação da ferrovia. Com a implantação do minério de ferro, nós teremos mais ou menos quatro mil empregos diretos", explicou o secretário de relações institucionais de Caetité, Hebert de Carvalho.


Com a suspensão das obras, não foi só a extração de minério de ferro que ficou prejudicada. Os pequenos comerciantes também foram afetados com a situação. É o caso do dono de um restaurante da região, Albiano Aparecido dos Santos. Segundo ele, durante o auge das obras, foram servidas por dia entre 450 a 500 refeições.

"Fizemos um investimento comprando esse terreno, construindo e no período de 2010 a 2015 foi bom. De 2015 para cá, a queda foi tão grande que hoje não está dando nem para se manter", contou.


Em Brumado, também no sudoeste da Bahia, área de produção agrícola e mineral do estado, a situação é parecida com a de Caetité. Até 2015, no Lote 4 da ferrovia, em Brumado, cerca de 1.300 pessoas trabalhavam no local. Além disso, muitos trilhos foram colocados, mas atualmente está tudo parado.

A obra recebia operários de várias cidades da região. Gildázio Moreira, natural de Brumado, foi um dos trabalhadores da obra e ele atuava como armador. “Está todo mundo sem ganhar nada. Todo mundo parado”, contou.

 

FONTE: g1.globo.com/bahia  
 
 

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