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Fila INSS cai 59% e atinge 1,28 milhão em agosto
Terça-Feira, 01 de Setembro de 2026

INSS reduz fila de espera em 59%, com tempo médio de resposta de 35 dias, mas especialistas alertam para a precisão das análises.


Queda no tempo de resposta para 35 dias contrasta com alertas de especialistas sobre rigor nas análises.


O número de pedidos pendentes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) recuou para 1,282 milhão em agosto de 2026. O volume representa uma queda de 59% em relação aos 3,073 milhões registrados no início do ano, atingindo o menor patamar da série histórica iniciada em janeiro de 2023. Nos processos com espera superior a 45 dias, o recuo atingiu 86%, passando de 1,882 milhão para 261 mil.


Os números foram apresentados pelo diretor de Benefícios da autarquia, Leonardo Bittencourt, durante a reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) onde se analisou o balanço das concessões. De janeiro a julho, o órgão concedeu média mensal de 730 mil benefícios, volume 67% acima do visto em igual período de 2022. O prazo médio nacional de processamento caiu para 35 dias. A análise de salário-maternidade exige 11 dias, enquanto benefícios por incapacidade tomam 30 dias, aposentadorias 33 e solicitações assistenciais demandam 65 dias, pressionadas pela exigência de perícias médicas e avaliações biopsicossociais.


O avanço operacional ocorre em meio à promessa do governo de zerar a fila nos próximos dias. Porém, advogados previdenciários apontam o risco de aceleração do fluxo às custas de indeferimentos incorretos. De acordo com o especialista João Badari, a prioridade deve focar a precisão técnica das decisões, evitando o deslocamento do passivo para instâncias de recurso ou para o Judiciário. “Não basta reduzir a fila. É preciso garantir que os pedidos sejam analisados corretamente. Uma decisão rápida, mas equivocada, não representa eficiência administrativa”, afirma.


A consistência do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) e a documentação apresentada pelos segurados permanecem como gargalos operacionais relevantes. Divergências em registros trabalhistas e falhas na instrução inicial travam processos e geram indeferimentos evitáveis. Na visão do advogado Celso Joaquim Jorgetti, os benefícios por incapacidade deveriam concentrar o esforço de celeridade. “A demora na realização das perícias médicas faz com que os segurados dependam da ajuda de terceiros para sobreviver”, observa Jorgetti, gerando maior judicialização e incerteza no encerramento definitivo dos processos.


 

FONTE: istoedinheiro.com.br  
 
 

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