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El Niño muito forte pode aumentar a presença de mosquitos e insetos dentro de casa ; veja como se proteger
Calor, chuvas intensas e períodos de seca devem atingir o Brasil de formas diferentes; especialistas recomendam adaptar os cuidados domésticos ao clima de cada região
Sábado, 12 de Setembro de 2026

As condições provocadas pelo Super El Niño podem não atingir todas as regiões brasileiras da mesma maneira — e isso também muda os cuidados necessários dentro de casa. Com o fenômeno ganhando intensidade e previsão de permanência até o início de 2027, diferentes áreas do país podem enfrentar combinações de chuva, calor e períodos de seca capazes de alterar a proliferação de mosquitos e favorecer a presença de insetos rastejantes.


Uma nova atualização da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) indica mais de 90% de chance de o El Niño atingir intensidade muito forte e 69% de probabilidade de alcançar um patamar histórico entre outubro e dezembro. Se confirmado, o evento poderá superar a intensidade de outros episódios registrados desde 1950. No Brasil, entretanto, os efeitos devem variar conforme a região.


O Sul tende a concentrar chuvas acima da média, aumentando o risco de temporais, enchentes e inundações. Já o Sudeste pode ter ondas de calor mais frequentes e intensas, intercaladas com chuvas irregulares e períodos de tempo seco. No Centro-Oeste, Nordeste e Norte, a previsão aponta para temperaturas mais elevadas, redução das chuvas e períodos de seca mais intensos. Embora esses impactos não sejam garantidos e possam mudar conforme a evolução das condições atmosféricas, o cenário reforça a importância de adaptar a prevenção às características de cada território.


Dengue e clima: o que o El Niño pode mudar


A experiência recente ajuda a dimensionar a importância da preparação. Em 2024, ainda sob influência do forte El Niño de 2023/2024, o Brasil enfrentou a maior epidemia de dengue de sua história, com 6,6 milhões de casos prováveis e mais de 6 mil mortes. O episódio, porém, não significa que o mesmo cenário irá necessariamente se repetir. O histórico serve como alerta para a importância de acompanhar simultaneamente as condições climáticas e epidemiológicas e adotar medidas preventivas antes do aumento dos casos.


Em julho, o Ministério da Saúde também alertou estados e municípios para a possibilidade de aumento das arboviroses na temporada 2026/2027. Projeções do InfoDengue/Fiocruz citadas pela pasta apontam para cerca de 1,7 milhão de casos de dengue em 2027. O Ministério ressalta que esse número é uma estimativa construída a partir de cenários climáticos e pode ser atualizado à medida que novos dados forem incorporados.


Calor e chuva podem favorecer o mosquito


Para a infectologista Rosana Richtmann, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, os cuidados precisam levar em conta as condições específicas de cada região.“O calor acelera o ciclo do mosquito, enquanto as chuvas favorecem o acúmulo de água. Nas regiões mais secas, o armazenamento sem vedação adequada também pode criar novos focos.” Por isso, segundo a especialista, a proteção não deve ser concentrada apenas nos períodos em que os casos de doenças já estão aumentando. A prevenção precisa ser contínua e incluir também os ambientes domésticos.

 

FONTE: correio24horas.com.br  
 
 

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