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Se o governo adiar o Censo 2020, ficamos com trapalhadas do IBGE
Domingo, 23 de Agosto de 2020

Por que os 3.121 moradores de Maetinga, no Sudoeste, apontado pelo IBGE como a menor população da Bahia, levam R$ 8,39 milhões de auxílio emergencial e os 3,6 mil de Catolândia, região de Barreiras, o vice menor, só R$ 3,7 milhões, R$ 5 milhões a menos?

Simples. A informação do IBGE não é verdadeira. E quem o desmente logo de cara é a justiça eleitoral. O município tem 6.736 eleitores, quase o dobro da população.

Segundo o prefeito Edcarlos Oliveira, o Ed (PT), de Maetinga, lá pelo Censo de 2000, houve fraude, botaram uma população de mais de 12 mil pessoas, em 2010 o novo Censo corrigiu, mas nos últimos dez anos passou a fazer projeções sempre para baixo e criou essa situação.

Os outros — Como Catolândia, o Brasil tem 231 outros municípios que têm mais eleitores do que moradores. O Nordeste tem 52 e a Bahia outros quatro (Serra Preta, Potiraguá, Lajedão e Ribeirão do Largo). A esperança deles é que o novo Censo corrija as distorções e agora, que Bolsonaro está ameaçando adiar a nova contagem em nome da pandemia, a notícia bate bem mal.

Segundo Edcarlos, a contagem do IBGE é a base do cálculo de todos os recursos. Na Bahia, mais de 50 municípios não perderam renda porque entraram na justiça.

— De FPM não perdemos porque já somos o menor índice mesmo, 0.6, o que dá R$ 15 milhões por ano. Mas na saúde, cujos repasses são por população, o prejuízo é grande.

 

FONTE: atarde.uol.com.br/coluna/levivasconcelos  
 
 

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