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Bahia lidera ranking de acidentes fatais por choques elétricos
Foram computados 51 acidentes no período entre janeiro e junho e 48 óbitos
Sexta-Feira, 04 de Setembro de 2020

Um levantamento realizado pela Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), em 10 estados do país, constatou que a Bahia aparece no topo do ranking dos com mais ocorrências fatais envolvendo choques elétricos. Foram computados 51 acidentes no período entre janeiro e junho e 48 óbitos. As ocorrências registradas nos primeiros seis meses de 2020 equivalem a quase 60% do total contabilizado em todo o ano de 2019.

No ano passado, 83 pessoas morreram no estado. No Nordeste, em 2019, aconteceram 287 acidentes fatais em virtude de um choque elétrico. A região segue líder pelo quarto ano consecutivo dentre as unidades federativas com a maior incidência de óbitos, 41%. O Sudeste ocupa a segunda posição, com 20%. Ao analisar os seis primeiros meses de 2020, foram computados 741 acidentes de origem elétrica em todo o país. Deste total, 398 foram acidentes fatais.

Ainda de acordo com o relatório da Abracopel, as ocorrências com choque elétrico lideram a estatística de acidentes provenientes de causas elétricas no Brasil em 2019. Foram 909 casos registrados e 697 fatais. Dentre as causas, a mais comum é a gambiarra elétrica, instalações antigas e falta de manutenção. Outro fator é a ligação de diversos aparelhos na mesma tomada ao mesmo tempo.

As casas, apartamentos e sítios são os ambientes onde mais acontecem acidentes com choques elétricos (228). Quando se analisa o perfil das vítimas fatais, nota-se que 195 pessoas tinham entre 31 e 40 anos, já a faixa dos idosos, considerando indivíduos acima dos 50 anos, houve 113 mortes em 2019.

De acordo com o engenheiro eletricista Fábio Amaral, diretor da Engerey Painéis Elétricos, “os acidentes sempre têm algo em comum: a falta de cuidado com as instalações elétricas.

Percebemos que muitas residências e empresas acabam investindo muito caro em acabamentos e pouco em infra-estrutura elétrica. É preciso investir em fios e cabos de qualidade, dimensionar corretamente”, pontuou.

Amaral destacou o porquê da Bahia ocupar a liderança em óbitos em virtude de acidentes elétricos e esclareceu que a falta de consciência da população é um fator relevante. “Acredito que não sejam as instalações inadequadas, talvez seja a falta de conscientização das pessoas e profissionais quanto aos perigos que a eletricidade apresenta. Por isso, é importante reforçar orientações para que acidentes de origem elétrica sejam evitados, como choques e incêndios”, esclareceu.

Fábio Amaral também elucidou a respeito do papel dos órgãos responsáveis para que os números diminuam utilizando as normas técnicas vigentes. “Acredito que seja necessário investir em fiscalização nas edificações. Tanto nas antigas quanto nas em construção. E assim cobrar a utilização de dispositivos que podem evitar estes acidentes como o Diferencial Residual (DR) em casos de choques e o Dispositivo de Proteção contra Surtos (DPS) em caso de incêndios e curtos circuitos. O DR por exemplo já é obrigatório no Brasil há alguns anos, mas estima-se que apenas 20% das residências possuam ele”, disse.

O engenheiro deu uma dica de como realizar uma instalação segura nas residências. “Para ficar despreocupado e evitar quase 100% dos acidentes elétricos é indicada a instalação do DR no quadro elétrico: um dispositivo simples e bem acessível que interrompe a corrente elétrica que provoca o choque. É importante lembrar que o DR também protege as residências contra incêndios, que são ocasionados na maioria dos casos por curtos circuitos”, concluiu.

 

FONTE: www.trbn.com.br  
 
 

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