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PSD e PP ampliam número de candidatos na Bahia
Terça-Feira, 20 de Outubro de 2020

A quantidade de candidaturas lançadas este ano na Bahia reflete o crescimento e consolidação de PSD e PP na disputa por espaços, a busca do PT por maior protagonismo no estado e certo declínio do MDB.

PSD, PP, PT e DEM mantiveram os postos de legendas que lançam mais nomes na disputa municipal, com destaque para os três primeiros partidos, que aumentaram o número de candidaturas em 67%, 70% e 75%, respectivamente, em comparação com a eleição de 2016. O DEM teve um aumento de candidaturas mais tímido, de 37%.

O PSD terá 5.077 candidatos no estado, o PP lançará 4.164 e o PT, 3.852 postulantes Já o DEM terá 2.807 candidaturas. Para o cientista político Cláudio André de Souza, muitas siglas já anteveem o cenário de disputa eleitoral daqui a dois anos. "Os partidos já olham para 2022, principalmente o PT e o DEM. São fatores que, de alguma maneira, influenciam", diz.

Com 240 candidaturas a prefeito, o PSD é o único partido a ter nome na disputa de mais da metade das 417 prefeituras baianas. Esta é a terceira eleição municipal da qual a legenda participa. Presidente da sigla no estado, o senador Otto Alencar nega, entretanto, qualquer “meta” ou “objetivo”. “Nós temos nove deputados estaduais, seis federais, dois senadores. Essa base faz crescer o partido. Também nossa relação, minha e de [Angelo] Coronel, com muitos líderes do interior. E muito disso também é o efeito do conjunto da obra, dos resultados do governo do Estado. Se o governador não tivesse bem avaliado, poucos seriam os aliados”, diz o parlamentar, que já chegou a ser especulado como possível candidato do PSD ao governo da Bahia em 2022.

No caso do PT, acrescenta o cientista político, o partido “precisa se recuperar e ocupar mais espaços”. Esta avaliação é também a do presidente estadual da legenda, Eden Valadares. “O ano de 2016 foi muito difícil para o PT em todo o Brasil, e na Bahia não foi diferente. Auge do golpe contra Dilma e intensa perseguição a Lula. Em 2020, chegamos mais fortes, mais consistentes e com enorme enraizamento. São 147 candidaturas a prefeito e prefeita, e mais de 3,5 mil candidatos a vereador e vereadora”, afirma.

Atualmente no comando de 43 prefeituras baianas, segundo Valadares, o PT elegeu 38 prefeitos em 2012. Foi a legenda que mais perdeu lideranças nas prefeituras entre os dois últimos pleitos, já que, em 2012, foram 93 petistas eleitos para a chefia de executivos municipais na Bahia.

Entre os fatores para o aumento significativo do número de candidaturas, pontua Cláudio André, também está o fim das coligações proporcionais. “A mudança da legislação impacta no fato de que os partidos precisam lançar mais candidaturas para tentar alcançar o quociente”, aponta.

Terceiro partido em número de candidaturas na Bahia em 2016, o MDB  será apenas a 12ª sigla em quantidade de postulantes nas eleições de novembro. A legenda passou de 2.350 candidaturas a 1.328, uma redução de 43%. Em número de candidatos a prefeito, a diminuição foi ainda mais expressiva: 67%. De 119 postulantes a prefeito na Bahia há quatro anos, o MDB terá apenas 39 este ano.

O período de quatro anos foi marcado pelo declínio político e pessoal dos Vieira Lima, antigos caciques emedebistas no estado. No último pleito municipal, o MDB ainda rivalizava de perto com o PP, segundo do ranking, em termos proporcionais. O número de candidatos do MDB representava 6,38% do total na Bahia, pouco abaixo dos 6,63% referentes ao PP.

Geddel

No período observado de declínio do MDB, Geddel foi da Secretaria de Governo de Michel Temer, em 2016, à prisão no ano seguinte e condenação em 2019. Também condenado no ano passado, seu irmão Lúcio já não havia conseguido a reeleição para deputado federal em 2018.

A queda do MDB baiano fica ainda mais evidente se considerado que o partido ainda ocupa o posto daquele com mais candidaturas no País. Este ano, serão 44.966 candidatos. “Na Bahia, essa perda está associada, em primeiro lugar, a não ter e não participar da máquina estadual, e ao mesmo tempo houve um desmonte do partido com a queda e prisão de Geddel”, afirma Cláudio André.

O presidente estadual do MDB, Alexsandro Futuca, afirma que é “natural” o partido ter menos candidatos no pleito deste ano, sobretudo por não contar atualmente com um representante baiano no Congresso. Ele disse estar confiante no crescimento da legenda, em função do trabalho “de base” que tem sido feito, com a busca por pessoas identificadas com a sigla.

 

FONTE: atarde.uol.com.br  
 
 

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