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Prefeito que perder eleição hoje, convenhamos, é porque vai mal
Domingo, 15 de Novembro de 2020

Não se viu, até agora, nos quatro cantos do Brasil, um único prefeito reclamando de dinheiro durante a pandemia. É explicável. O governo de Bolsonaro passou para o estado e municípios baianos algo em torno de R$ 26,4 bilhões, segundo o site Transparência Brasil, e com isso irrigou cofres e bolsos.

Salvador, por exemplo, teve R$ 3,52 bilhões nos cofres e outros R$ 4,7 bilhões dados ao povo na forma de auxílio emergencial. Feira de Santana, o segundo maior, R$ 421 milhões no cofre e R$ 868,56 milhões para o povo, e Conquista respectivamente R$ 311,68 milhões e R$ 526,78 milhões.

Dia D — Ainda mostrando exemplos, Catolândia, lá no oeste da Bahia, o menor município do estado, teve R$ 9 milhões na prefeitura e R$ 6 milhões para o povão. Um município mediano, como Senhor do Bonfim teve R$ 83,56 milhões e outros R$ 132,24 milhões do auxílio.

Outro, Guanambi, respectivamente R$ 89,4 milhões e R$ 151,18 milhões. Essa dinheirama veio acompanhada do auxílio emergencial, o que dá ao gestor o poder de remanejar verbas e contratar sem licitação.

Isso tudo a favor em plena disputa eleitoral é uma vantagem e tanto. Dos 417 prefeitos baianos, 347 estavam aptos a disputar a reeleição, mas 52 abdicaram do direito e 295 toparam. Hoje é o Dia D para eles. Óbvio que muitos vão perder. E, convenhamos, prefeito que perder eleição numa circunstâncias dessa é porque é muito ruim, e bota ruindade nisso.

 

FONTE: atarde.uol.com.br/coluna/levivasconcelos  
 
 

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