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Doenças crônicas atingem 51% da população
Sexta-Feira, 20 de Novembro de 2020

Um levantamento feito através da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2019 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgado nesta quinta-feira (18) aponta que pouco mais da metade da população baiana (51,5%) e soteropolitana (51,6%) tinham diagnóstico de pelo menos uma doença crônica em 2019. Problemas de coluna, hipertensão e colesterol alto eram as doenças crônicas mais frequentes.

Em 2019, a Bahia tinha, entre as unidades da Federação, o segundo menor percentual de pessoas de 18 anos ou mais de idade que avaliavam a própria saúde como boa ou muito boa: 54,2% ou 6,043 milhões de pessoas. Nesse indicador, o estado só ficava acima do Maranhão, onde 52,0% avaliaram a saúde como boa ou muito boa. Em Salvador, a porcentagem de adultos que avaliavam a própria saúde como boa ou muito boa era maior que na Bahia como um todo, mas ainda um pouco abaixo do verificado no país: 64,8% ou 1,483 milhão de pessoas de 18 anos ou mais de idade.

A capital baiana era a cidade com maior proporção da população adulta que consumia álcool pelo menos uma vez por semana (40,2%) e a segunda com maior proporção de consumo abusivo de bebidas alcoólicas (28,1%). A satisfação com a própria saúde é maior entre os homens, entre pessoas mais jovens e aquelas com maior renda, diz a pesquisa. As diferenças eram bastante marcantes por faixa etária, diminuindo a satisfação conforme aumentava a idade, e por rendimento médio domiciliar per capita, aumentando a satisfação conforme aumentava a renda.

Na Bahia, 73,2% das pessoas de 18 a 29 anos consideravam a própria saúde boa ou muito boa. Esse percentual de aprovação caía progressivamente nas faixas de idade seguintes, chegando a 28,6% entre as pessoas de 75 anos ou mais. Em Salvador, o quadro era o mesmo: 81,2% das pessoas de 18 a 29 anos estavam satisfeitas, proporção que caía a menos da metade (40,3%) para quem tinha 75 anos ou mais.

Entre as pessoas na menor faixa de renda domiciliar per capita média (sem rendimento a 1/4 do salário mínimo), na Bahia, 46,1% consideravam a própria saúde boa ou muito boa; proporção que subia a 81,1% entre aqueles na mais alta faixa de rendimento (mais de 5 salários mínimos).

Já em Salvador, a aprovação da própria saúde era mais alta que a média entre os que tinham o menor rendimento per capita (75,3% entre os sem rendimento a 1/4 de salário mínimo) caía significativamente na faixa seguinte (indo 53,5% entre quem tinha mais de 1/4 a 1/2 salário mínimo) e depois subia progressivamente até chegar a 81,4% entre aqueles com maior renda (mais de 5 salários mínimos per capita).

Ainda de acordo com o levantamento, 51,5% da população adulta da Bahia enfrentava ao menos uma doença crônica, o que significava 5,744 milhões de pessoas. O percentual era praticamente o mesmo em Salvador (51,6% ou 1,179 milhão) e muito próximo também do nacional (52,0% da população adulta brasileira ou 82,778 milhões de pessoas). Embora houvesse diferenças na ordem de colocação, as três doenças crônicas não transmissíveis mais relatadas pelos adultos, na Bahia, em Salvador e no Brasil, eram as mesmas: problemas de coluna, hipertensão arterial e colesterol alto.

A segunda doença crônica mais diagnosticada na Bahia foi a hipertensão arterial, também citada por 1 em cada 4 adultos (25,2% ou 2,812 milhões). O percentual ficou bem próximo em Salvador (25,1%), sendo o problema mais citado na capital baiana (por 573 mil pessoas), e acima da média nacional: 23,9% da população brasileira teve diagnóstico de pressão alta, a doença crônica mais informada no país. O colesterol alto ficava em terceiro lugar no estado e no país. Seu diagnóstico foi informado por 14,7% da população adulta baiana (1,641 milhão de pessoas) e por 15,3% dos adultos no Brasil.

 

FONTE: www.trbn.com.br  
 
 

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