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Com festas suspensas, a opção é curtir o Réveillon com mais tranquilidade
Aglomeração é um dos maiores riscos para contrair a Covid-19, diz OMS
Domingo, 06 de Dezembro de 2020

Com a suspensão de shows festas públicas ou privadas em toda a Bahia, através do decreto nº 19.586 que tem validade até 17 de dezembro, além de indicativo de renovação, o alvoroço está grande sobre de como serão as festividades de final de ano e férias no verão. Quem descumprir pode se deparar com a polícia colocando ordem na aglomeração. De acordo com o infectologista Adriano Oliveira, a população está pagando pela felicidade irresponsável.

“Infelizmente a felicidade irresponsável de muitas pessoas transformou o quadro da pandemia na Bahia para uma inclinação mais intensa do que no meio do ano. Ainda é um reforço da 1ª onda.Sem imunização e com o contato social mais liberado, era preciso seguir as recomendações de uso da máscaras, higienização constante das mãos e os distanciamentos. Pelo que estamos vendo a regra não foi cumprida”, lamenta o infectologista Adriano Oliveira.

O governador Rui Costa adiantou que solicitou à Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) que monitore as redes sociais de estabelecimentos no estado, para que fiquem cientes se há previsão para realização de festas ou não. Os Secretários de Saúde e Segurança estão cientes de que devem realizar “o monitoramento das redes sociais para qualquer bar, qualquer barraca, qualquer estabelecimento comercial que esteja chamando para festa, nos meses de dezembro e janeiro.”

Enfático, Rui destaca: "solicitei atuação da polícia para garantir o cumprimento do decreto. "Que a polícia atue preventivamente, faça a notificação desse ente comercial avisando que não será permitido, e que a polícia fará o bloqueio de entrada desses estabelecimentos. Nós não permitiremos festa em nenhuma quantidade de público.”

Alerta Geral

Adriano Oliveira, lembra que é preciso alertar os órgão públicos e conscientizar a população sobre esse aumento de aluguéis e procurar por casas no Litoral Norte. “Tem que lembrar que muitas pessoas não levam parentes, mas outras famílias. Estas casas tem 3 ou 4 quartos e aí ficam lá estas famílias fazendo confraternizações e festinhas sem cumprimento das regras de distanciamento social e uso de máscaras. É preciso evitar esse tipo de aglomeração também e orientar. Em uma só casa temos lá 20 pessoas.”

Sobre visitar um parente na ceia de natal com responsabilidade já é outra situação, “quer ver o pai a mãe o avô deve ir. Mas respeitando o limite de pessoas e cumprindo as regras já conhecidas do enfrentamento da pandemia.”

Muita gente que já comprou pacote de festa ou alugou uma casa grande para o final de ano está procurando rever o negócio, todos os anos nos reunimos no litoral Norte. Fazemos isso com antecedência de um mês e foi o que fizemos e realmente tínhamos a intenção de levar os amigos. Agora vamos rever o problema”, comenta Lore Sanches.

Pior ainda quem tem casa nas praias do Litoral Norte, “a gente já recebia o telefonema dos amigos perguntando se podiam passar o réveillon na nossa casa, que realmente é grande. Como temos pessoas com comorbidades já tínhamos dito que esse ano não, mas nossos vizinhos vão passar por esse problema de desmarcar”, relata Ana Cardeal.

A Assessoria de comunicação do governador enviou nota À Tribuna da Bahia salientando que "festas e eventos comemorativos terão que ser suspensos no período em que o decreto estiver em vigor, nesse momento até 17 de dezembro.”

 

FONTE: www.trbn.com.br  
 
 

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