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Segunda onda ameaça vendas no varejo
Terça-Feira, 19 de Janeiro de 2021

A pressão sobre as variáveis determinantes do consumo, emprego, renda e crédito, aliada à chegada da segunda onda de contaminação por covid-19 e possíveis restrições da atividade econômica, ameaçam o desempenho do comércio.

O alerta tem como aditivo a inflação oficial de 4,3% no geral, com o grupo de alimentos e bebidas fechando em 14%, ocasionando um maior impacto no orçamento das famílias, de acordo com estudos divulgados pela Federação do Comércio (Fecomércio).

Para aumentar o desafio de enfrentamento dos próximos meses, diante de um risco maior de inadimplência, os bancos podem voltar a tornar o crédito mais seletivo, mantendo suas taxas de lucro.

- No acumulado do ano, o varejo baiano retraiu 7,1% e -7,7% se considerar o período da pandemia, de março a novembro. O prejuízo financeiro do setor nos últimos nove meses foi de R$ 6,2 bilhões, calcula o consultor Guilherme Dietze, ao avaliar o desempenho em 2020.

Estagnação - Em novembro, o comércio varejista da Bahia faturou 10,67 bilhões de reais, representando um simbólico 0,5% (meio por cento) de crescimento em relação a igual mês do ano anterior.

Desde o início da recuperação do setor no estado ocorrida em agosto, essa última variação foi a menor, indicando que o ritmo de consumo deve arrefecer nos meses seguintes.

Segundo a análise divulgada pela Fecomércio, as notícias sobre o aumento de casos de coronavírus no país, aliado ao fim do auxílio emergencial, pode ter deixado os consumidores mais cautelosos em comprometer a sua renda com produtos mais caros.

 

FONTE: atarde.uol.com.br  
 
 

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