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Herzem Gusmão se vai e deixa uma Conquista triste e conturbada
Sábado, 20 de Março de 2021

A morte de Herzem Gusmão (MDB), o prefeito de Vitória da Conquista que se reelegeu no segundo turno em 29 de novembro, vítima de Covid, deixou a cidade triste. E muitas interrogações povoando o falatório em torno do caso. Duas das principais ontem:

1 - E a sucessora, Sheila Lemos (DEM), como vai se comportar ante a legião de auxiliares de Herzem, todos negacionistas e que com ela já vinham trombando?

2 - Apesar de prefeito do terceiro município mais populoso da Bahia, radialista de um vozeirão potente, Herzem nada tinha de bens. Nem casa para morar, vivia em imóvel alugado. Deixou de herança, além de dívidas, nelas inclusas a conta do Hospital Sírio-Libanês, onde morreu. E quem vai pagá-las?

Macumba — Isso ocorre justo quando o município acabou de sair de uma campanha extremamente polarizada num jogo de vale-tudo entre os seguidores de Herzem, um bolsonarista de quatro costados e os petistas que governaram lá por 24 anos.

Óbvio que a Covid não escolhe suas vítimas por idade, raça, credo ou opção política, pega o que está na frente. O seu vasto cabedal de vítimas inclui do professor Elsimar Coutinho, um cientista e natural defensor da ciência, até Herzem, um negacionista.

Mas a pastora Eliana Lucena entrou na festa dizendo que Herzem ‘foi alvo de macumbagem’. O corpo dele está insepulto, mas o estigma vivíssimo. O povo do candomblé soltou uma nota de repúdio.

 

FONTE: atarde.uol.com.br/coluna/levivasconcelos  
 
 

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