Prefeituras     Câmaras     Outras Entidades
 
 
 
SEJA BEM VINDO A TRIBUNA ONLINE
GUANAMBI/BAHIA - Terça-Feira, 07 de Julho de 2026
 
 
 
ONDE ESTOU: PÁGINA INICIAL > NOTÍCIAS
 

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

   
 
 

EDITAIS

NOTÍCIAS

 

Bahia em alerta com novas variantes do Coronavírus
As novas análises laboratoriais demonstram a identificação de variantes em amostras de paciente notificados em Cruz das Almas, Guanambi e Ilhéus.
Terça-Feira, 30 de Março de 2021

Depois de emitir um alerta no início deste mês, a Superintendência de Vigilância e Proteção à Saúde, da Sesab, emitiu, semana passada, outro alerta para todas as unidades de saúde do Estado sobre a disseminação da variante do coronavírus de Manaus. As novas análises laboratoriais demonstram a identificação de variantes em amostras de paciente notificados em Cruz das Almas, Guanambi e Ilhéus. Em relação a variante em atenção de Manaus foram notificadas a detecção em 23 pacientes, sendo que três deles foram a óbito. Em relação à variante do Reino Unido, foram notificadas a detecção em seis pacientes do estado, sem registro de óbito.




De acordo com o comunicado, do Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (lOC/Fiocruz) e o Laboratório de Farmacogenômica e Epidemiologia Molecular da Universidade Estadual de Santa Cruz (Lafem/Uesc)), “a identificação, através de sequenciamento, de novos casos da variante Sars-CoV-2 P.1 da linhagem B.1.1.28, de Manaus, foram detectadas em amostras provenientes do estado da Bahia”.




Em janeiro de 2021 foram também detectadas no estado as novas variantes do SARS-CoV-2, recentemente identificadas no Brasil, sendo elas a variante P.1 e P.2 isoladas pela primeira vez no Norte (Manaus, Amazonas) e no Sudeste do país (Rio de Janeiro). Em fevereiro de 2021 também foi detectada a linhagem peruana C.14, marcando a introdução da mesma através de um viajante por meio de um navio, e a linhagem B.1.1.7 ou variante do Reino Unido ou britânica, detectada no Reino Unido pela primeira vez no início de dezembro de 2020.




 As novas variantes são caracterizadas por mutações que podem conduzir ao aumento da transmissibilidade e ao agravamento da situação epidemiológica nas áreas onde foram identificadas. De acordo com a Sesab, os casos estão relacionados com os municípios de Amargosa, Cruz das Almas, Guanambi, Ilhéus, Irecê, Itabuna, João Dourado, Lauro de Freitas, Salvador e Santa Luz.




A Sesab ainda informa que “não temos como saber quantos pacientes foram infectados em todo o estado pelas variantes de atenção porque o sequenciamento não é um exame de diagnóstico e nem feito de rotina. Podemos dizer que em relação à variante de atenção de Manaus foram notificadas a detecção em 23 pacientes do estado e destes e três foram a óbito. Em relação à variante de atenção do Reino Unido, foram notificadas a detecção em seis pacientes do estado, sem registro de óbito. Em relação a V.O.C B.1.1.7 do Reino Unido, estes casos estão relacionados com os municípios de Salvador, Feira de Santana e Ilhéus. Nenhum dos casos confirmados necessitaram de hospitalização e todos os pacientes estão curados.




Por ser um Laboratório de Saúde Pública, o Lacen-BA está inserido na Vigilância à Saúde, que engloba as vigilâncias Sanitária, Epidemiológica e a Saúde do Trabalhador, explica Arabela Leal, “nós atuamos de forma transversal, fazendo a análise dos dados. Quando a vigilância sanitária de algum município faz a apreensão de algum produto ou alimento, ou quando há suspeita de surto, todo esse material vem para o Lacen-BA. Então essa é uma ação conjunta de vigilância. Atuamos durante todo o ano, em parceria com as unidades sentinelas do Estado e dos municípios que nos enviam amostras”.




Até o momento, o Laboratório realizou o sequenciamento de 144 genomas do SARS-CoV-2 (Covid-19), identificando a circulação de 16 linhagens diferentes de coronavírus. Nos últimos anos a unidade baiana tornou-se referência nacional para fazer o sequenciamento genético de amostras da Bahia e de outros cinco estados (Sergipe, Alagoas, Piauí, Pernambuco e Rio Grande do Norte).




A diretora geral do Lacen-BA destaca que as amostras foram baseadas na representatividade de todas as regiões geográficas do estado, “os 144 genomas sequenciados são provenientes de diversos municípios da Bahia, sendo que todos os pacientes tinham sintomas clínicos característicos, como dificuldade de respirar, cansaço, Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) ou pneumonia, bem como eram casos suspeitos de reinfecção e óbitos”, explica a diretora geral.




 Um novo boletim atualizado sobre sequenciamento deve sair no fim desta semana ou começo da próxima, “nós não atualizamos boletins desse tipo diariamente. É um projeto piloto junto com o Ministério da Saúde. Nossa unidade é uma das participantes colhemos sequenciamos e enviamos as analises para a coordenação do -Geral de Laboratórios de Saúde Pública (CGLAB). Mas estas análises também estão sendo feitas por laboratórios privados e algumas faculdades. Esses resultados são estudados por todos esses segmentos”.




A P.1 é derivada de uma das variantes predominantes no País, a B.1.1.28. O potencial de transmissão dela pode ser maior por causa da mutação N501Y, presente nas variantes identificadas no Reino Unido e na África do Sul. A faixa etária dos pacientes diagnosticados com a variante P.1 vai de 7 a 66 anos




Segundo Márcia São Pedro, diretora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), “o Lacen-BA tem um papel muito importante na vigilância laboratorial, uma vez que o diagnóstico para os agravos de saúde pública vem sendo dado em tempo oportuno, o que permite à vigilância epidemiológica a identificação do caso, o monitoramento, o acompanhamento e a adoção das ações pertinentes para o controle daquele agravo na população”.




 O infectologista Adriano Oliveira, afirma que, "à medida que o vírus é transmitido ele vai sofrendo pequenas mutações em seu código genético, por isso quanto mais ele circular, maior a possibilidade de que surjam novas cepas. Não podemos deixar o vírus circular livremente, pois isso acarretará o surgimento de novas mutações e o controle da pandemia ficará mais difícil”, afirma o médico.

 

FONTE: www.trbn.com.br  
 
 

ÚLTIMAS NOTÍCIAS:

   
 
    © 1999-2026 TRIBUNA ONLINE