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É improvável Jaques Wagner derrotar ACM Neto, diz base aliada ao Palácio de Ondina
Sexta-Feira, 02 de Abril de 2021

Baseados em recentes pesquisas de consumo interno sobre a sucessão estadual de 2022, caciques de partidos da base aliada ao Palácio de Ondina consideram improvável derrotar o ex-prefeito ACM Neto (DEM) caso o PT aposte suas fichas na candidatura do senador Jaques Wagner. A avaliação, de acordo com líderes governistas, não se deve à larga vantagem de Neto sobre Wagner - que varia de 25 a 30 pontos percentuais, a depender da sondagem -, mas ao alto índice de rejeição atribuído ao senador em todos os últimos levantamentos encomendados por legendas alinhadas ao PT na Bahia.



Xis da questão



Em síntese, se fosse apenas reduzir a margem para o democrata, destacam, o desafio seria menor. Tanto Wagner quanto o governador Rui Costa iniciaram a corrida para o primeiro mandato bem abaixo do oponente, Paulo Souto (DEM), mas viraram sem necessidade de segundo turno. Contudo, a rejeição do petista, que chega a quase 50% nas pesquisas internas, impõe uma barreira difícil de transpor, acham.



Prós viram contras



Embora coloquem o carisma de Jaques Wagner e a força do PT no cálculo sobre a disputa pelo governo do estado, cardeais da base classificam a rejeição atribuída ao senador como “elevada demais” para quem foi duas vezes governador, ministro e eleito para o Congresso com 4,25 milhões de votos em 2018. A análise inclui também o percentual do eleitorado que manifestou preferência pelo petista nas pesquisas feitas para esquadrinhar o panorama da sucessão, tido como muito baixo, levando-se em conta que ele possui recall consolidado. Ou seja, o que não seria problema para um nome pouco conhecido ou novo na política, é para um veterano.



Vale o quanto corre



Os resultados de levantamentos em mãos de lideranças governistas alimentaram a tese de que o Palácio e Ondina precisa se mover com maior rapidez no xadrez para 2022  e se debruçar sobre o valor das peças já disponíveis  no tabuleiro. Do contrário, ressaltam, a janela para planos alternativos e negociações com siglas do arco petista pode se fechar antes do tempo, a reboque da máxima de que as alianças políticas seguem mais a expectativa de poder do que o poder propriamente dito.

 

FONTE: www.correio24horas.com.br/satélite -Jairo Costa Júnior/Foto-/www.bahianoticias.com.br  
 
 

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