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Bolsonaro aposta em conservador no STF para agradar o eleitorado
O Brasil tem atualmente um público de 40 milhões de evangélicos e 122 milhões de católicos.
Segunda-Feira, 05 de Abril de 2021

Desde a indicação do ministro Kássio Nunes para o Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Jair Bolsonaro vem sofrendo baixas políticas e perde apoio da população. O avanço da pandemia, com um número alarmante de mortos e novos infectados por dia, gera desgaste político e afasta eleitores. A indicação ao Supremo é uma das cartas do mandatário para tentar chegar com fôlego nas eleições de 2022. A indicação de um nome conservador, religioso e que, de certa forma, mantenha proximidade com o governo seria uma maneira de atrair capital político.

O Brasil tem atualmente um público de 40 milhões de evangélicos e 122 milhões de católicos. No entanto, tradicionalmente, os evangélicos têm maior envolvimento com política. Na Câmara, ao menos 101 parlamentares são ligados a igrejas. Professor de direito constitucional da Fundação Getulio Vargas (FGV) de São Paulo e especialista em STF, Rubens Glezer afirma ser muito difícil prever o perfil de uma indicação de Bolsonaro, “porque ele já demonstrou que os prováveis indicados podem ser facilmente preteridos”, citando a indicação do último ministro a entrar no Supremo. O nome de Kássio não era cotado, e pegou a todos de surpresa após indicação do senador Ciro Nogueira (PP).

“Depende muito dos cálculos políticos do presidente, que podem envolver a manutenção da lealdade de alguns atores”, diz, citando os nomes de Augusto Aras e de André Mendonça. Bolsonaro, segundo o professor, pode escolher, desta vez, atender à bancada evangélica ou ao Centrão. “Tem muitas variáveis. É uma composição ampla de interesses, e sempre tem questões de conjuntura que podem influenciar”.

 

FONTE: www.trbn.com.br  
 
 

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