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Em audiência Pública, UPB solicita compensação urgente de doses de vacinas para os municípios
Quarta-Feira, 12 de Maio de 2021

Prefeito de Santana e tesoureiro da UPB, Marcão Cardoso participou do encontro representando os prefeitos e prefeitas da Bahia.

O tesoureiro da UPB, prefeito de Santana, Marcão Cardoso, participou nesta terça-feira, 11, da audiência pública virtual "Vacinação para Covid-19 na Bahia: Conquistas, Lutas e Desafios". O encontro debateu as principais ações da vacinação para Covid-19 na Bahia e foi realizado pela Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa, presidida pela deputada Fabíola Mansur e a Comissão de Saúde e Saneamento da ALBA, presidida pelo deputado, Eduardo Alencar.

Representando o presidente da UPB, prefeito de Jequié, Zé Coca, Marcão ressaltou as principais dificuldades dos municípios e destacou a situação dos frascos com menos doses de vacinas da Coronavac do Butantan e a necessidade do encaminhamento para os municípios das compensações, do caso do não uso da vacina da Pfizer. “Uma das mais urgentes é o cumprimento do cronograma da 2ª dose da Coronavac que chegaram a muitos municípios baianos com menos de dez doses por frasco. Vale ressaltar que o fato foi verificado por diversos profissionais de saúde da Bahia. É importante registrar isso porque está prejudicando a imunização de muitos municípios durante a 2ª dose e é urgente a tomada de atitude no sentido de compensar essas diferenças”, destacou.

Marcão sugeriu que pela dificuldade técnica e logística na distribuição do imunizante da fabricante Pfizer, como já foi amplamente divulgado pela SESAB, essas vacinas ficassem na capital, como já vem acontecendo, e os municípios do interior do estado fossem compensados na mesma proporção por imunizantes de outras fabricantes, a exemplo da Coronavac e a Oxford-Astrazeneca da Fiocruz.

VACINAÇÃO NA BAHIA

Presente no encontro, o secretário de saúde do estado da Bahia, Fábio Vilas-boas, ressaltou que não existe privilégio a capital, Salvador, em relação à distribuição de vacinas. “A chegada da vacina da Pfizer nos traz uma complexidade logística, de treinamento nos aplicadores. Então montamos uma estratégia de distribuição em que o primeiro lote foi apenas para Salvador. Recebemos, nesta madrugada, o segundo lote já, onde 25% fica em Salvador e 75% vai para os municípios da região metropolitana. Dando certo avançamos no terceiro lote para as macrorregiões e de lá para os municípios mais próximos dessas cidades”, afirmou.

O secretário de saúde de Salvador, Leo Prates falou que uma das grandes dificuldades da vacinação do Coronavírus é a demora do sistema de triagem, para que não ocorram os fura-filas. “Para vocês terem uma ideia um bom vacinador ele vacina uma pessoa a cada dois minutos, eu gosto muito desses indicadores. Porém a vacinação tem demorado porque nós temos que verificar a documentação e se a pessoa está naquele público-alvo. E foi justamente por isso que criamos uma série de ferramentas”, pontuou.

“Estamos conectados diariamente com os secretários de saúde de todos os municípios da Bahia, temos até um grupo de whatsapp para que, tanto o secretário como toda a sua equipe fiquem por dentro de todas as informações que estão acontecendo. Os apoiadores que estão na região estão cuidando de cada município. Estamos focados em prol dessa rede da vacina. Não esquecendo que continuam diversos outros problemas como a falta de oxigênio, medicamentos, leitos e tantas outras coisas”, afirmou a presidente do Conselho Estadual dos Secretários Municipais de Saúde da Bahia (COSEMS), Stela Souza. Já o promotor de Justiça, Dr. Rogério Queiroz, do Ministério Público da Bahia elencou algumas inquietações relacionadas aos diversos tipos de vacinas e atrasos.

O encontro contou com a participação de cerca de 250 pessoas, entre deputados, secretários dos municípios baianos e diversas autoridades relacionadas a saúde no estado.

 

FONTE: Assessoria de Imprensa  
 
 

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