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José Rocha vê “situação complicada” no PL e reeleição em risco sem a volta das coligações proporcionais
Quinta-Feira, 23 de Setembro de 2021

A decisão da Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) do Senado Federal de vetar o retorno das coligações proporcionais para as eleições de 2022 acendeu um sinal amarelo para alguns deputados federais baianos, cuja reeleição dependia da junção com outras legendas.

“Com certeza tem partidos na Bahia que ficam em dificuldade, a exemplo do meu próprio partido, o PL. Outro partido, o PSB, com problemas. O Podemos, com problema...é uma situação complicada”, afirmou o deputado federal José Rocha (PL-BA) em entrevista ao BNews, no Salão Verde da Câmara dos Deputados.

Além de Rocha, outros três parlamentares formam a bancada baiana do PL em Brasília: Abílio Santana, João Carlos Bacelar (Jonga Bacelar) e Raimundo da Pesca.
Em 2018, ainda batizado como PR, o partido compôs chapa proporcional para deputados federais com PT, PCdoB, PP, PSB, PSD e Podemos, que elegeu 23 dos 39 parlamentares da bancada baiana na Câmara dos Deputados, tendo recebido o total de 3.587.206 votos.

“O partido tem que correr para fazer chapa tanto para federal quanto para estadual porque hoje nós não temos no partido nomes que possam fazer o coeficiente para eleger os deputados que já existem. Nós temos quatro deputados federais no partido, não vamos os quatro com a formação que nós temos”, avaliou Zé Rocha.
Sem a volta das coligações proporcionais, Rocha teme não renovar o passe eleitoral em 2022 para o que pode ser seu oitavo mandato seguido como deputado federal.

“Cabe ao presidente [estadual do PL] José Carlos Araújo se movimentar no sentido de organizar uma chapa que dê conforto aos deputados de mandato poderem disputar com condições de eleição, de elegibilidade”, cobrou.

 

FONTE: www.trbn.com.br  
 
 

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