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Secretário anuncia mudança e prazos para conclusão das obras da Fiol e Porto Sul
Quinta-Feira, 14 de Maio de 2015

Em audiência pública realizada na Assembleia Legislativa, o secretário estadual da Casa Civil, Bruno Dauster, assegurou que as obras da Ferrovia de Integração Oeste-leste (Fiol) serão concluídas em 2017 e as do Porto Sul em até 2019. Ele informou também que o governo estadual está em negociação para mudar o traçado da Fiol, com o objetivo de fazer a conexão com a Ferrovia Norte Sul, em Campinorte, no estado de Goiás, ao invés de Figuerópolis, no Tocantins, como está previsto no projeto original.

Participando da audiência promovida pela Comissão Especial da Ferrovia de Integração Oeste-leste (Fiol) e Porto Sul, da qual é titular, o deputado Zé Raimundo parabenizou a apresentação do secretário, quando enfatizou a importância da ferrovia e do Porto sul no projeto nacional deslanchado pelo ex-presidente Lula, tocado na Bahia pelo ex-governador Jaques Wagner e agora pelo atual governador, Rui Costa. “Diz-se aqui, com frequência, que não existe ferrovia sem porto e porto sem ferrovia, mas os dois não existirão sem o pressuposto que é a concepção de economia de inserção da Bahia do e Nordeste no quadro nacional. Essa que é a grande força motriz. Do contrário não teríamos a Transordestina e a transposição do rio São Francisco. Precisamos vencer todos os obstáculos e desafios para afirmar esse projeto nacional, que integra a Bahia, que não é somente a ferrovia e o porto”, observou.

De acordo com o secretário, com a mudança do traçado anunciada por ele, a Fiol poderá escoar o grosso da produção brasileira de grãos colhida nos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, estimada em mais de 60 milhões de toneladas. “Vamos criar um corredor completo para o escoamento dos grãos através do Porto Sul”, explicou o secretário, na audiência realizada na manha de ontem (13). Estiveram presentes ainda, os coordenadores técnico e executivo de infraestrutura da Casa Civil, José Carlos e Eracy Lafuente, respectivamente, além do representante da Seinfra, Janari Teixeira.

Bruno Dauster informou aos deputados que estão avançadas as negociações para a mudança com o Ministério dos Transportes, a Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT), a Valec- Engenharia, Construções e Ferrovias S.A. (empresa responsável pela obra), entre outras instituições e órgãos. De acordo com ele, os estudos de viabilidade econômica desse novo traçado já foram iniciados e também estão em estágio avançado.

Além de economizar 400 km em trilhos, o novo traçado entrará por uma região com maior potencial para escoamento de grãos pelo Porto Sul. “Quando a gente sai da Bahia, no trecho seguinte, em Tocantins, não existe uma produção significativa para que a gente possa utilizar bem a integração com a ferrovia Norte-Sul”, argumentou Dauster. Além disso, acrescentou, uma redução de 400km no traçado pode não significar muito para inviabilizar a exportação pela ferrovia, “mas significa para inviabilizar o transporte de uma determinada carga”, afirmou.

Ao tratar do Porto Sul, Brundo Dauster afirmou que as obras serão iniciadas ainda este ano, com previsão de conclusão em 2019, mas trabalhando para findá-las em 2018. Um dos principais entraves apontados foi a liberação da licença de instalação, ocorrida somente em dezembro de 2014. Já a licença de supressão vegetal está prevista para ser liberada dentro de 60 dias.

Entretanto, o secretário salientou que o estado encomendou um estudo para uma nova tecnologia de quebra-mar, produzido com caixões pré-moldados, já utilizado por diversos países, o que reduzirá pela metade o tempo de implantação e o custo da obra de R$ 3 bi para R$ 1,4 bi. Ainda esclarecendo questionamentos dos presentes, Dauster afirmou que a Bahia Mineração continuá responsável pelas obras do porto, e que a empresa segue comprometida em cumprir as cláusulas do contrato.

 

FONTE: Assessoria de Imprensa  
 
 

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