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Reforma política gera divergências
O projeto de Reforma Política, em discussão no Congresso Nacional, suscita opiniões diferentes de vários políticos brasileiros
Terça-Feira, 19 de Maio de 2015

O projeto de Reforma Política, em discussão no Congresso Nacional, suscita opiniões diferentes de vários políticos brasileiros. E entre os baianos não é diferente. O deputado federal Cláudio Cajado (DEM) é um dos parlamentares em Brasília que reconhecem a dificuldade de aprovação do projeto devido à grande quantidade de divergências que surgem, e surgirão até o final do mês, quando deve ser votado no plenário, conforme prevê o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Em seguida, a matéria vai para o Senado.

Entre os pontos mais polêmicos, estão o “mandato tampão” e o tipo de financiamento de campanha, onde uns se mostram favoráveis ao “privado” e outros ao financiamento público. Em entrevista ao programa Conexão CBN, da rádio CBN, na manhã de ontem, o demista afirmou que alguns pontos do projeto não encontrarão consenso. “Existem alguns problemas que eu acho que não tem consenso. Por exemplo, o mandato tampão. Há quem defenda e há quem ache que o mandato deve ser coincidido em até seis anos.

O relatório apresentado que foi apresentado na semana passado estava com seis anos. Essa é uma linha que, na minha opinião, terá grande divergência”, apontou. Questionado  sobre o financiamento da campanha, Cláudio Cajado demonstrou preocupação com a situação e disse que, atualmente, o sistema é viciado, por isso a questão é vista por ele como “extremamente grave”.  “A hipocrisia começa no processo eleitoral. Se o processo iniciou de forma errada, terá consequências depois. Nós temos que mudar o processo, e em cima disso, o financiamento. Se o processo privado é viciado, o público seria uma opção, porém, infelizmente, não existe um processo perfeito e a democracia tem um preço alto a ser pago”, pontuou. O democrata, defensor do financiamento público de campanha, não encontra eco, por exemplo, no seu companheiro de oposição, o deputado federal tucano Antônio Imbassahy.

O tucano é um forte defensor do financiamento privado. Desde 2010, ele começou a trabalhar, na Câmara, pela rejeição dos pontos que preveem o financiamento público de campanha como fundamental para o fim da corrupção. Segundo o tucano, os tributos recolhidos da popualção devem ser para serviços básicos como saúde, transporte público e demais áreas que atendam às necessidades dos brasileiros. “Temos um sistema tributário dos mais pesados, que pouco é revertido em benefício do povo e ainda utilizar esse dinheiro para financiar campanha é absurdo”, diz Imbassahy. Outro ponto que gera polêmica é o chamado sistema distritão.

Hoje, inclusive, a comissão especial da Reforma deverá votar o relatório final da proposta. Pelo distritão, são eleitos para vereador, deputado estadual e deputado federal os candidatos que receberem individualmente mais votos em cada estado ou município, sem considerar os votos para o partido ou a coligação.

Enquanto isso, os deputados federais Valmir Assunção (PT) e Alice Portugal (PCdoB) são defensores do sistema público de campanha e contrários ao distritão. Para Valmir Assunção, do PT baiano, a proposta que trata da reforma política é uma aberração porque mantém o financiamento privado de campanha, permitindo a ingerência do poder econômico, e estabelece o voto distrital que, para o deputado, significa voltar às relações do coronelismo já conhecidas na história do Brasil. Atualmente, o sistema em vigor no Brasil para eleição de deputados e vereadores é o proporcional, que leva em conta a soma dos votos em todos os candidatos do partido ou da coligação e também os votos na legenda. Por essa conta, mesmo candidatos com poucos votos conseguem se eleger se estiverem dentro de coligações robustas.

 

FONTE: www.tribunadabahia.com.br/Foto- noticias.oolho.com.br  
 
 

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