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FG divulga custo da cesta básica no município de Guanambi
Quarta-Feira, 20 de Maio de 2015

A produção sistemática de índices de preços ao consumidor visa acompanhar a variação dos preços relativos a um conjunto de produtos e serviços, representando uma aproximação da variação percentual do custo de vida de uma população.  No Brasil, as principais instituições que produzem índices de preços são: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE, Fundação Getúlio Vargas (FGV), Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) e o Dieese.

Numa iniciativa pioneira, a Faculdade Guanambi, em parceira com a Secretaria Municipal de Indústria e Comércio e com a Universidade Estadual da Bahia (UNEB), vem realizando pesquisas de alguns índices da economia local e regional, dentre eles, o Índice FG da Cesta Básica do Município de Guanambi (IFGCB).Os estudos são viabilizados pelo Grupo de Pesquisas Econômicas da FG (GPEFG), e disponibilizados no Observatório FG do Semiárido Nordestino. Os indicadores serão capazes de mensurar a tendência de atividades econômicas, que servirá com subsídios para os municípios no que concerne à formulação de políticas públicas para o município pesquisado.

“Nesta primeira etapa estamos divulgando o IFGCB, cujo objetivo é coletar, processar e divulgar índices para a variação mensal da cesta básica alimentar do Município de Guanambi”, afirma o professor Fabrício Lopes Rodrigues, coordenador do curso de Administração da FG e secretário Municipal de Indústria e Comércio. O projeto conta também com a participação do prof. Wilson Pereira, do colegiado de Administração.

 IFGCB março/2015 – Segundo os estudos, a cesta básica de alimentação não apresentou inflação, em Guanambi na comparação do mês de fevereiro com março de 2015. Para um salário mínimo de R$ 788,00, o valor de aquisição da cesta básica para o trabalhador do município de Guanambi, em março, representou 21% de sua renda.

Isto significa que, após a compra da cesta básica de alimentos, restou R$ 620,70 para gastar com as demais despesas (moradia, transporte, vestuário, saúde e higiene e serviços pessoais). Em termos de horas, um trabalhador que recebe um salário mínimo e tem jornada de 44 horas semanais precisa de 37 horas de trabalho, no mês, para conseguir comprar a cesta básica.

Cesta básica – A cesta de produtos básicos foi definida pelo Decreto-Lei nº 399, de 30 de abril de 1938, e é composta por uma relação de alimentos necessários para o sustento e bem-estar de um trabalhador em idade adulta, contendo quantidades balanceadas de proteínas, calorias, ferro, cálcio e fósforo.

Os bens e as quantidades estipuladas são diferenciados por região. Segundo a Empresa Baiana de Alimentos (EBAL), a cesta básica é formada por 12 alimentos: feijão (4,5kg), arroz (3,6kg), farinha de mandioca (3kg), pão (6kg), carne (4,5kg), leite (6,0 l), açúcar (3kg), banana (90 unid), óleo (750g), manteiga (750g), tomate (12kg) e café (300g). As medidas correspondem a quantidades mensais. Um dos objetivos do IFGCB é elaborar um novo parâmetro para composição da cesta básica, de acordo com  as necessidades regionais.

 

FONTE: faculdadeguanambi.edu.br  
 
 

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