Prefeituras     Câmaras     Outras Entidades
 
 
 
SEJA BEM VINDO A TRIBUNA ONLINE
GUANAMBI/BAHIA - Domingo, 12 de Julho de 2026
 
 
 
ONDE ESTOU: PÁGINA INICIAL > NOTÍCIAS
 

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

   
 
 

EDITAIS

NOTÍCIAS

 

Comunidade denuncia atuação das empresas eólicas na zona rural de Igaporã, responsáveis pelo adoecimento da população e danos ambientais. Moradores prejudicados acionarão o Ministério Público
Quinta-Feira, 18 de Junho de 2015

A reportagem da Rádio Igaporã recebeu denúncias sobre os graves problemas enfrentados por comunidades na zona rural, gerados pelas empresas Renova Energia, HP, Seta, Bio Ambiental, Santa Rita, Engevix, entre outras, que estão construindo o parque eólico no Município. As denúncias foram enviadas por José Ribeiro Lopes, Delegado de Polícia lotado na 22ª Coordenadoria de Polícia do Interior (22ª Coorpin), em Guanambi. Lopes se posiciona como cidadão de Igaporã e como “autoridade policial”.


Lopes possui residência em uma das localidades atingidas pela ação das empresas. Segundo o seu relato, os moradores já desenvolveram problemas de saúde por causa da poeira provocada pela movimentação de veículos pesados e automóveis, nas estradas vicinais. “O fluxo de veículos aqui tá maior que na (rodovia BR 430) Caetité/Igaporã”, enfatiza.

O seu pai apresentou um quadro de pneumonia, devido à poeira, que provocou internação em unidade hospitalar, com alta prevista para esta quarta-feira (17). O mesmo já ocorreu com vários outros moradores das localidades rurais atingidas pela poluição. Informa Lopes que algumas residências precisam ficar trancadas durante todo o dia para evitar a intensa poeira com a passagem dos veículos das empresas e, por outro lado, impedir que crianças saiam às estradas e corram risco de atropelamento.

Os condutores trafegam em alta velocidade, ameaçando a integridade física, principalmente, de crianças e idosos que residem à margem das estradas. A situação atingiu um nível tão preocupante, que os próprios moradores resolveram sinalizar com panos vermelhos improvisados durante a passagem dos carros e caminhões, alertando para o perigo que estão causando.

Lopes cita algumas das localidades atingidas pelos problemas: Pau Ferro, Amansador, Lourenço, Pedrão, Gameleirinha, Barra e Santana. No entanto, salienta que muitos outros lugares enfrentam a mesma situação.

José Ribeiro Lopes se reuniu com a Prefeita Rosana Cotrim, nesta segunda (15): “Me reuni com a prefeita ontem à noite e pedi providências… (Rosana) disse que iria cobrar das empresas. E falou, também, que é provável o aumento de casos de atendimento e internação hospitalar devido a este problema”, informou.Outro motivo de preocupação das comunidades, segundo a denúncia de Lopes, é a extração de água em poços artesianos para abastecer os caminhões pipas utilizados nas obras dos parques eólicas. Os moradores temem pela redução dos lençóis freáticos, como já ocorreu em outros municípios da região. Questionam a atitude destas empresas em não utilizar a água retirada, sequer, para minimizar a poeira produzida.

O Delegado entrará com uma representação no Ministério Público de Guanambi, nesta quinta (17), requerendo a adoção de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o MP e as empresas denunciadas. Informou, também, que buscará providências junto ao Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA).
 

FONTE: www.radioigapora.com.br/  
 
 

ÚLTIMAS NOTÍCIAS:

   
 
    © 1999-2026 TRIBUNA ONLINE