Prefeituras     Câmaras     Outras Entidades
 
 
 
SEJA BEM VINDO A TRIBUNA ONLINE
GUANAMBI/BAHIA - Domingo, 12 de Julho de 2026
 
 
 
ONDE ESTOU: PÁGINA INICIAL > NOTÍCIAS
 

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

   
 
 

EDITAIS

NOTÍCIAS

 

Crise no país leva aliados a se desentenderem
Os reflexos do cenário crítico vivido em Brasília chegam, inevitavelmente, à Bahia
Terça-Feira, 11 de Agosto de 2015

A crise política, aliada à crise econômica, tem enfraquecido o governo federal e os sinais são visíveis entre os aliados do Palácio do Planalto. Os reflexos do cenário crítico vivido em Brasília chegam, inevitavelmente, à Bahia. Nesse final de semana, a deputada federal Moema Gramacho (PT) elevou o tom ao ver uma declaração atribuída à senadora Lídice da Mata (PSB) dando conta de que a queda da presidente Dilma Rousseff (PT) já era vista como irreversível. Em uma postagem em seu perfil no Facebook, a petista se disse decepcionada com a tal afirmação da socialista. “Se Lídice falou nesses termos quanto a Dilma: ‘Entre nós, não discutimos se Dilma vai cair ou não.

Mas sim, de que forma vai cair’, fico decepcionada com a senadora. Olha, Lídice, se fosse por pesquisa vossa excelência não teria sido eleita senadora, apesar dos seus méritos. E acho que deve ter gostado muito do apoio de Jaques Wagner e do PT de Dilma pra se eleger. Não seria a hora de, ao invés dessa infeliz colocação, se dispusesse a lutar pra não deixar a primeira mulher presidenta da República do Brasil cair? Tem noção que a suposta queda de Dilma leva junto toda a esquerda? Não, senadora, não concordo com esse simplismo. Vou lutar com todas as minhas forças para Dilma não cair e conclamo todas as mulheres a fazerem o mesmo e o homens que acreditam nas mulheres também. Gostaria de contar também com a senhora, seria o mínimo que poderia retribuir pela história daquela que resistiu à tortura e à ditadura e vai resistir à crise e às aves agourentas de plantão”, desabafou a ex-prefeita de Lauro de Freitas.

A senadora Lídice tratou de se manifestar assim que a reação de Moema ganhou repercussão. A socialista disse ter se surpreendido com a declaração da deputada federal. “Me surpreende muito a sua nota, sem em nenhum momento ter me procurado para confirmar a notícia e em que contexto. Até porque, você sabe muito bem, não só dei apoio à presidente no segundo turno, mesmo sendo o sentido inverso do meu partido. E os líderes do PT no Senado também sabem da minha contribuição permanente à governabilidade da presidente Dilma”, se defendeu Lídice. A senadora também aproveitou para alfinetar a colega governista. “O momento é menos para cobranças públicas e mais para buscar apoios. Aliás, apoio que especialmente a companheira nunca deixou de receber do PSB em sua cidade, principalmente nos momentos mais difíceis”, amenizou Lídice.

Diante do cenário de desespero de aliados da presidente Dilma Rousseff, que enfrenta seu pior índice de popularidade desde que assumiu o cargo, a senadora defende que “é preciso encontrar uma saída rápida para a atual crise política”. “O país não pode continuar paralisado com essa guerra que se estabeleceu entre a Câmara e o Executivo, acredito que o Senado, por ser uma Casa mais sensata, pode contribuir muito nesse momento”, afirmou.

No time dos aliados ao Palácio do Planalto, dois partidos já se afastaram da ala governista na Câmara Federal, o PTB e o PDT, sendo que outras legendas estudam fazer o mesmo frente a um governo paralisado e sem reação. Aliás, o cenário tem sido o ideal para a oposição disseminar que Dilma Rousseff perdeu a governabilidade e pode ser alvo de uma cassação de mandato. “Não acho que essa hipótese de impeachment que vem sendo ventilada seja a solução, pessoalmente, discordo desse pensamento e essa também é a posição da maioria dos senadores do PSB”, afirma Lídice.

Em seu protesto nas redes sociais, Moema ganhou apoio da ex-deputada baiana Kelly Magalhães (PCdoB). “A fala de Lídice foi infeliz mesmo. Ela bem sabe a dificuldade de mulheres no poder Executivo. Sentiu na própria pele”, disparou a comunista que é pré-candidata à prefeitura de Barreiras.

Além da saída de aliados da base governista, discussão entre aliados baianos, a crise política motivou críticas do líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia, Zé Neto (PT), ao senador Walter Pinheiro (PT). O parlamentar feirense demonstrou não gostar da passividade com que se porta o senador no cenário de dificuldades que o PT se encontra. “Ele é de minha corrente. É tão cúmplice da construção da história do PT como eu. Quando a gente constrói, tem que assumir os acertos e erros. Ele tem sido duro com a presidenta. Eu tenho sido mais compreensivo. Estamos pagando um preço de estar no poder. Quem está no poder paga mais caro. Nós temos um patrimônio a defender na política”, declarou Zé Neto no início deste mês.

 

FONTE: www.tribunadabahia.com.br/Foto-www.blogdogordinho.com.br  
 
 

ÚLTIMAS NOTÍCIAS:

   
 
    © 1999-2026 TRIBUNA ONLINE