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2016, Lava Jato gerou a briga das vacas magras
Terça-Feira, 25 de Agosto de 2015

Com um crescente arrocho na relação arrecadação-despesas agravado pela crise, a maioria dos 294 dos 417 prefeitos baianos aptos a disputar a reeleição no próximo ano se queixa que terão duros embates eleitorais, vitaminados pelo desgaste das suas administrações, mas um deputado federal de alto coturno diz que é absolutamente o inverso, eles estão com monumental vantagem e os seus oposicionistas, na lona.

O xis da questão: em tempo de Lava Jato, com as grandes empresas doadoras enrascadas com a Justiça, não vai ter quem dê dinheiro. E ressalva ele:
— Mesmo que apareça alguém que queira dar, não vai ter quem queira ir pegar, com medo de se lambuzar por tabela.

Em suma, os prefeitos choram de barriga cheia. Em tempo de vacas magras, a máquina, por mais arrochada que esteja, é uma vantagem e tanto sobre quem nada tem.

Nos maiores — E quanto maior o município, pior para a oposição. Dos dez maiores da Bahia (Salvador e Feira inclusos), oito prefeitos vão tentar a reeleição.
Perder aí, ele tem que ser muuuito ruim. E bota ruim nisso. Mas vai ter quem perca.

Salvador e Feira, as duas maiores, são casos à parte. ACM Neto e Zé Ronaldo são prefeito bem avaliados.
Pior para os opositores.

 

FONTE: atarde.uol.com.br/coluna/levivasconcelos/Foto-blog.cancaonova.com  
 
 

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