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Pesquisadores da FG publicam artigo sobre análise intra-urbana do indicador social de renda em Guanambi
Segunda-Feira, 28 de Setembro de 2015

As cidades têm sido, nos últimos anos, cerne de grandes discussões pela inegável magnitude dos fenômenos que determinam a configuração de seus espaços. É inegável a existência de fatores impactantes que determinam a formação dos espaços urbanos, dentre eles, os indicadores sociais de renda. Este foi o tema de estudo feito por pesquisadores da Faculdade Guanambi, vinculados ao Observatório FG do Semiárido Nordestino. O objetivo da pesquisa foi analisar os aspectos sócios-espaciais de Guanambi a partir dos indicadores sociais de renda. A área de estudo compreendeu a cidade de Guanambi, localizada na mesorregião centro-sul da Bahia, região semiárida do Nordeste. Primeiro, foi elaborado um arcabouço teórico sobre os aparatos urbanísticos e legais e, em seguida, foi utilizado o Sistema de Informação Geográfica (SIG) com os dados oriundos dos setores do IBGE (2010). Assim, foram analisadas faixas de renda, sendo elas: a) sem rendimento nominal mensal; b) de 1/8 a 1 salário mínimo; c) de 5 a 10 salários mínimos. 014-guanambi Através do estudo e espacialização da renda por setores censitários, constatou-se uma severa segregação sócio-espacial. Observou-se, na análise, a predominância de domicílios particulares permanentes com rendimento nominal mensal de até 1 salário mínimo, compreendendo um percentual de 73% e, apenas 2,39% apresentaram rendimento nominal mensal acima de 5 salários mínimos, além dos 24,61% que sobrevivem com valores inferiores a 1 salário mínimo mensal. Notou-se também a concentração dos melhores indicadores de renda na região leste da cidade, abarcando de 5 a 10 salários mínimos. Em contrapartida, a região oeste apresentou os piores indicadores sociais compreendendo domicílios particulares sem rendimento e com rendimento inferior a 1 salário mínimo. Destaca-se também, que os domicílios de baixa renda situam-se na periferia da cidade de Guanambi. Logo, admite-se que em Guanambi há severa segregação sócio-espacial que interfere consideravelmente no bem-estar da população. A partir disso, pontua-se que os agentes urbanos envolvidos no planejamento urbano devem estabelecer condutas urbanísticas mais eficazes, que admitam verdadeiramente o direito à cidade, conforme assegura a Constituição de 1988 e o Estatuto da Cidade. Segundo a Profa. Deborah Marques, “o trabalho é de suma importância para diagnosticar o caráter segregatório através da análise da renda, e o resultado pode orientar futuras políticas públicas para combater as condutas segregacionistas em determinadas áreas de Guanambi, efetivando assim o tão sonhado direito à cidade por todos os citadinos”. O artigo foi publicado na 14ª edição da  Revista Desenvolvimento Social, vinculada à Universidade Estadual de Montes Claros e é de autoria da Profa. Deborah Marques Pereira, Prof. Carlos Magno Santos Clemente, Prof. Thomas Leonardo Marques de Castro Leal e dos discentes Erikson de Matos Domingues, Hellen Pereira Cotrim Magalhães e Ricardo Ribeiro de Oliveira. Leia o artigo completo em nosso site: www.faculdadeguanambi.edu.br.

 

FONTE: faculdadeguanambi.edu.br  
 
 

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