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Quinta-Feira, 08 de Outubro de 2015


Deputados baianos acostumados a avaliar o cenário político analisavam que as últimas votações no Congresso, nas quais o governo Dilma Rousseff foi derrotado, são a maior prova de que a articulação política da presidente ainda não está funcionando. Aliás, parte deles atribuía à própria presidente o modelo adotado para atrair o PMDB, que no fundo descontentou imensamente partidos da base, a exemplo do PSD, do PP e do PR. Segundo eles, a reforma administrativa executada pela presidente para ganhar mais governabilidade garantiu o voto apenas de 30 deputados peemedebistas. Enfim, um contingente muito pequeno diante do tamanho do partido no Congresso e do resto da base.

Prazo
Depois do resultado de ontem do TCU, em que as contas de Dilma foram rejeitadas por causa das pedaladas fiscais, pouca gente acredita que ela vai conseguir ficar até o próximo ano no cargo. As condições se deterioraram terrivelmente em Brasília, disse um político baiano que conversou horas antes da votação com o chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, cuja ansiedade ele captou no encontro.Elogio
O secretário de Relações Institucionais do Estado, Josias Gomes, elogiou o intenso diálogo mantido entre o Governo e a Assembleia Legislativa que resultou na aprovação do pedido de empréstimo de US$ 400 milhões para o Estado aplicar em diversos programas. Josias fez questão de ir à Assembleia quando as bancadas do governo e da oposição brigavam contra o tempo por causa da matéria.

Em Brasília
Em Brasília, o deputado estadual Marquinho Viana (PV) foi à posse do ministro Jaques Wagner, que passa a ocupar a Casa Civil da Presidência da República. Wagner, que governou a Bahia por oito anos, é considerado um dos melhores governadores da Bahia, o que justifica o grande número de políticos baianos no ato de sua posse.

Expectativa
Presente ao ato de posse do novo ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, o deputado federal Valmir Assunção (PT) disse ontem que o ex-governador baiano terá um longo trabalho pela frente para canalizar as estratégias políticas e oxigenar as ações do governo. “Agora inicia uma nova fase na trajetória política de Wagner, que se confunde com uma nova etapa do nosso governo. E tenho certeza que ele está à altura da responsabilidade da tarefa que assume”, aponta.

Comemoração
O presidente nacional do Solidariedade, deputado Paulinho da Força, comemorou a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), ontem, sobre as pedaladas fiscais da presidente Dilma (PT). “É um dia histórico para o país e marca o fortalecimento das instituições que não se dobraram às vontades do Palácio do Planalto. Primeiro, o STF rejeitou o pedido para adiar o julgamento das contas da presidente. Depois, o TCU, ao rejeitar as contas, fez justiça, condenando as irresponsabilidades fiscais e econômicas da Dilma. Está aberto o caminho para o impeachment”, afirmou Paulinho ao lado do baiano Arthur Maia.

Impeachment
E por falar no deputado Arthur Maia (SD), ele relembrou o passado do ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, em tom provocativo. O parlamentar compartilhou em seu perfil do Twitter a declaração do petista argumentando que a possível rejeição das contas de Dilma pelo TCU não seria o suficiente para um pedido de impeachment. “Se a rejeição das contas de Dilma não é sustentação para impeachment, pergunte ao Jaques Wagner por que ele pediu o [impeachment] de Itamar”, alfinetou Maia. Quando deputado federal durante o governo de Itamar, Wagner foi autor de um pedido de impeachment do gestor.

Climão
Aliás, depois da votação do TCU ontem, um parlamentar baiano acostumado às lides políticas de Brasília dizia que o clima nunca ficou tão ruim na Esplanada dos Ministérios como ontem. Segundo ele, só nos piores momentos que antecederam o impeachment de Fernando Collor Brasília respirava ar tão pesado como o que tomou, ontem, conta da capital federal.

Vínculo
Deputados governistas que têm feito pesquisas no interior têm aconselhado a articulação política do governador Rui Costa (PT) a, com jeitinho, afastar-se da presidente Dilma Rousseff. É que eles acreditam que a rejeição à presidente da República tem sido tão grande no interior que pode contaminá-lo se ele permanecer como aliado de primeira hora de Dilma.

 

FONTE: www.tribunadabahia.com.br/raio-laser/Foto-www.brasil247.com  
 
 

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