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Operação Aleteia: Em três anos, esquema movimentou R$83 milhões sem declaração
Domingo, 15 de Novembro de 2015

A inspetora fazendária Scheilla Calvacanti Meireles, o promotor Luiz Alberto Vasconcelos e o delegado da Polícia Civil Marcelo Sanfron apresentaram, na manhã deste domingo (15), a investigação ‘Aleteia’, que foi deflagrada com a prisão de Rafael Cardoso Prado, filho do apresentador Casemiro Neto, da esposa dele, Ariana Nasi, do empresário Cesar Matos e da ‘laranja’ Maria de Fátima Andrade Silva. A investigação teve início a partir de denúncia, na qual a força tarefa veio a identificar o uso de laranjas para a sonegação e fraudes em licitações na Bahia e em outros estados. A apuração corre há três anos, mas os crimes ainda estão sendo investigados e as buscas querem encontrar provas complementares. "Eles revendiam produtos diversos, principalmente livros, material escolar e de escritório de péssima qualidade. Existe outro inquérito de licitação de mais de R$ 1 milhão, no qual os produtos não foram entregues aos compradores, ou houve a entrega de produtos piratas", disse Sanfron. Ao todo são quatro presos, nove mandados de busca e apreensão e cinco foragidos. Entre os detidos estão o empresário César Matos e Maria de Fátima, que seria uma laranja. Os irmãos Bruno e Ricardo Matos estão foragidos, além de Washington Mendes e Marcos Menezes, funcionários de uma das empresas envolvidas e uma empregada doméstica, Tatiane Ramos, que trabalha em Salvador e é acusada de ser 'laranja' no esquema - que envolvia mais de 20 empresas e era liderado por César. Só Rafael, teria aberto mais de 15 empresas nos últimos três anos. A polícia explicou que o nome da operação, ‘Aleteia’, foi escolhido porque significa 'espirito da verdade' em grego, 'o que se opõe a fraude'. “A operação ocorreu com o sucesso esperado e foi deflagrada no momento em que se reuniram provas suficientes. Não houve vazamento de informação", disse Vasconcelos, confirmando que os mandados foram expedidos na última quinta-feira (12). O esquema se dava com a simulação de concorrência entre as empresas de Matos e Rafael para compra dos materiais revendidos. O prejuízo está estimado em R$ 4,5 milhões, mas esse número ainda pode ser maior. Em três anos, as 20 empresas criadas movimentaram mais de R$ 83 milhões sem declarar. A Prefeitura de Salvador também está entre as administrações que compraram material do grupo, entre outras prefeituras e estados que ainda estão sendo investigados, mas já se sabe que a concentração maior se dá nos estados do Norte e Nordeste. Cesar Matos está preso nos Barris e Maria, que também foi detida, será encaminhada para o presídio feminino da Mata Escura, ambos na capital baiana. Os mandados têm duração de cinco dias, podendo ser prorrogável por mais cinco. A polícia especificou que outros laranjas ainda serão intimados e que todos tinham conhecimento do esquema montado e grande participação. Estima-se que a operação esteja encerrada em 30 dias

 

FONTE: www.bahianoticias.com.br/Foto -www.bocaonews.com.br  
 
 

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