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Servidores vaiam governistas em sessão do Legislativo
Quarta-Feira, 02 de Dezembro de 2015

O clima esquentou na tarde desta terça-feira, 1º, na Assembleia Legislativa do Estado quando o governo baiano enviou oito projetos, como pedido de urgência (sem passar nas Comissões Técnicas), visando o corte de despesas e o aumento de arrecadação. Este último ponto se refere à majoração na alíquota do Imposto de Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS).
As maiores polêmicas tratam de mudanças no funcionalismo como a redução a quase zero da venda de férias pelos servidores e o aumento de 10 para 15 anos no direito a estabilidade salarial. As galerias se encheram de funcionários que passaram a hostilizar com vaias os deputados governistas e houve bate-boca entre parlamentares e manifestantes.
O deputado Adolfo Menezes (PSD), que presidiu a sessão por um tempo, no início da tarde, passou a chamar o presidente da Casa Marcelo Nilo (sem partido) ausente do Plenário, para conter os ânimos, pois do contrário iria mandar retirar os manifestantes da galeria.
"Não vou ficar aqui desmoralizado. Comigo não tem gritaria!", disse, enquanto era vaiado. "Gastaria de ser um ditador pra tomar providências que vocês merecem. Trabalhem contra mim. Não preciso de votos de nenhum de vocês" disse, olhando feio para os servidores.
Pouco antes, a deputada Fátima Nunes (PT) também havia sido vaiada quando, em discurso, agradeceu a um programa de atendimentos que a Secretaria da Saúde promoveu em Paripiranga, sua base eleitoral.
Num dado momento perdeu a paciência: "Vão para as ruas pedir votos e se eleger para poder falar aqui", disse, recebendo outra rodada de vaias.
A regra é clara...
O deputado Marcelo Nilo chegou ao plenário por volta das 16h40 e passou a comandar os trabalhos e expôs a regra simples do regimento da Casa aos servidores que estava na galeria. "Se não concordarem, fiquem calados. Se concordar,  aplaudam. Não pode vaiar".
Após ameaçar mandar retirar os manifestantes, o clima se acalmou e a sessão pode continuar, tendo os parlamentares da oposição tomado a iniciativa de criticar o projeto que corta benefícios dos servidores e bater forte no governo.
O deputado Sandro Régis (DEM), líder da oposição fustigou o líder do governo, Zé Neto (PT): "O senhor está com dificuldade de olhar para os servidores".
Apesar da obstrução da oposição, que a todo momento pedia verificação de quórum, a maioria governista começou a aprovar os pedidos de urgência que apressa a tramitação das matérias, o que o governo planeja até o fim do ano. O primeiro requerimento a ser aprovado foi o do projeto de mudanças no ICMS, mas a sessão prosseguia até o fechamento dessa matéria.

 

FONTE: atarde.uol.com.br  
 
 

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