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Cunha e Dilma: os dois rolaram a ribanceira
Domingo, 08 de Maio de 2016

Um ano atrás, Eduardo Cunha cochichou com amigos: 'Se eu cair, ela vai junto'. Foi o inverso, mas dá na mesma. Ela caiu e ele foi junto.

É como se ele, melado até o pescoço na Lava Jato (que ao invés de tirar sujeira, bota), tivesse feito uma jura tipo rolar ribanceira juntos. Rolaram. Agora está ele na iminência de ir para Curitiba e ela de tornar-se dona de casa, ambos já perdidos, mas amuados, batendo o pé: não renuncio.

Nos dois casos, não é questão de querer. Com a ressalva: os destinos são distintos porque os motivos são distintos.

Dilma cai pelo conjunto da obra. Ao invés de governar, mascarou as contas públicas para fingir que o Brasil ia bem e quando as urnas foram lacradas, se viu que não ia. E a oposição se vingou inviabilizando a governabilidade e surrupiando-lhe o mandato.

Cunha cai fulminado pela Lava Jato, o escândalo da corrupção que faz o Brasil sangrar.

Nada a festejar, também ressalte-se. Nos dois casos, nós pagamos a conta.

Acerto de contas — Observe que o impeachment de Dilma nada teve com a Lava Jato e a queda de Cunha, da forma que foi, só teve. Ele caiu da presidência e foi afastado do mandato 'até que seja julgada a ação penal' na qual é réu por corrupção.

Outros políticos que foram arautos do impeachment, também melados, ainda estão devendo satisfações a justiça.

 

FONTE: htatarde.uol.com.br/coluna/tempopresente/Foto-sergiorochareporter.com.br  
 
 

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