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Cinco empresários são presos pela PF por desvios de verbas na Bahia
Segundo polícia, presos desviaram em torno de R$ 16 milhões em recursos. Empresários tinham contratos com prefeituras do sudoeste baiano, diz PF.
Sexta-Feira, 15 de Julho de 2016

A Polícia Federal de Vitória da Conquista, sudoeste da Bahia, prendeu, nesta quinta-feira (14), na operação "Burla", cinco empresários suspeitos de integrar organizações criminosas que fraudavam contratos e desviavam verbas de prefeituras da região. Foram três mandados de prisão preventiva e dois de prisão temporária cumpridos pelos agentes da PF.
Segundo o delegado da PF em Vitória da Conquista, Rodrigo Kolbe, outros dois alvos de mandados de prisão temporária não foram localizados. Os nomes dos presos não foram divulgados pela polícia. O delegado não soube informar o número de prefeituras envolvidas no esquema, e citou as das cidades de Pindaí e Palmas de Monte Alto.
De acordo com a investigação, as organizações movimentaram em torno de R$ 80 milhões. A polícia ainda estima que R$ 16 milhões de recursos públicos foram desviados.
Segundo Rodrigo Kolbe, os presos são donos de empresas de vários ramos e também criaram empresas para fraudar e desviar recursos, por meio de contratos firmados com as prefeituras. "Eram pessoas que tinham conhecimento com o poder público e cooptava pessoas para serem laranjas das empresas, entre elas empregadas domésticas e beneficiárias do Bolsa Família", explica o delegado.Também foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão nas cidades de Guanambi, Caetité, Iuiú, Vitória da Conquista e Salvador, e também em Belo Horizonte (MG).

"Entre os materiais apreendidos, estão HD's, documentos, comprovações de empresas fantasmas nas casas dos investigados e comprovação de que um dos presos tinha comprado imóvel em Miami e estava negociando um avião particular", afirma o delegado da PF.
De acordo com Rodrigo Kolbe, a operação focou no grupo de empresários para frear a atuação nos municípios, colher provas e identificar exatamente em quais locais o poder público também foi condescentente.
A operação contou ainda com investigação do Ministério Público Federal (MPF) e da Controladoria Gederal da União (CGU). Os cinco presos serão levados pela polícia para o Presídio de Vitória da Conquista. Os  investigados responderão por crimes de responsabilidade fiscal, associação criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso.

 

FONTE: g1.globo.com/bahia/Foto-g1.globo.com  
 
 

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