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Mortes em presídio de Manaus são destaque na imprensa internacional
Publicações ressaltaram a violência do motim e deram dados sobre a superlotação carcerária do Brasil.
Segunda-Feira, 02 de Janeiro de 2017

A  rebelião que deixou 60 mortos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, no primeiro dia do ano, foi destaque nos principais meios de comunicação do mundo.
O americano “New York Times” traz explicações sobre a briga de gangues que motivou o motim e afirma que rebeliões como essa tendem a se repetir à medida que o grupo paulista PCC estende seu alcance ao longo do país.
A reportagem diz que os motins em prisões no Brasil são comuns, “mas o episódio de Manaus, que incluiu corpos decapitados sendo jogados dos muros da penitenciária, está entre os mais sangrentos das décadas recentes”.  O britânico “Guardian” mencionou os relatos sobre corpos decapitados sendo jogados dos muros e vídeos que mostram dezenas de corpos mutilados empilhados no chão da prisão. “O sistema prisional brasileiro é precariamente superlotado e as condições em mjuitas instituições são horríveis”, conclui a publicação.
O espanhol “El Mundo” assinala que “a violência nas prisões brasileiras é um problema endêmico” e que “uma das principais razões é a massificação das cadeias, com presos confinados sem os mínimos padrões de higiene e segurança”.
O jornal lembra que a penitenciária onde ocorreu o motim tinha mais presos do que sua capacidade e cita dados que apontam que as prisões brasileiras abrigam 70% mais presos do que sua capacidade máxima.
Outro jornal espanhol, o “El País”, também destacou a superlotação carcerária e lembrou que no último mês de outubro enfrentamentos de facções dentro de uma prisão em Roraima deixou 25 mortos.
A publicação traz uma entrevista com um especialista em direitos humanos e cita dados sobre a população carcerária do Brasil, afirmando que é a quarta maior do mundo, atrás dos EUA, da China e da Rússia.
A CNN cobriu o assunto em seu site e no canal de televisão, citando o número de mortos, os reféns e as explicações dadas por autoridades.O francês "Le Figaro" publicou que a rebelião é resultado de uma briga entre gangues, que a violência "foi de uma grande selvageria" e que o Brasil é regularmente criticado pela comunidade internacional por sua política carcerária.
Reportagem do argentino "La Nación" também citou a superlotação do sistema penitenciário brasileiro e destacou a violência do motim de Manaus, onde "muitos foram decapitados e todos sofreram muita violência para mandar um recado aos inimigos".

 

FONTE: g1.globo.com  
 
 

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