Prefeituras     Câmaras     Outras Entidades
 
 
 
SEJA BEM VINDO A TRIBUNA ONLINE
GUANAMBI/BAHIA - , 10 de Julho de 2026
 
 
 
ONDE ESTOU: PÁGINA INICIAL > NOTÍCIAS
 

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

   
 
 

EDITAIS

NOTÍCIAS

 

Estudantes usam erva-cidreira e eucalipto para eliminar larvas do mosquito da dengue
Experiência científica foi realizada dentro do Programa Ciência na Escola
Quinta-Feira, 05 de Janeiro de 2017

Estudantes do 2º ano do Ensino Médio, do Colégio Estadual Geovania Nogueira Nunes, no município de Itatim (235 km de Salvador), Cristiana Aparecida Couto e Noemy de Souza Queiroz desenvolveram experiências científicas na escola com erva-cidreira e eucalipto para exterminar larvas do mosquito da dengue. O projeto, intitulado ‘Toxicidade de plantas medicinais em larvas do mosquito Aedes Aegypti’, das estudantes foi desenvolvido no Programa Ciência na Escola da Secretaria da Educação do Estado da Bahia e surgiu da preocupação das jovens com o aumento de casos de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti na cidade.

“Resolvemos realizar uma pesquisa popular para saber como os moradores estavam se protegendo do mosquito e descobrimos que ervas eram utilizadas na prevenção. Entre as plantas estavam a erva-cidreira e o eucalipto, as quais as estudantes utilizaram como objetos de estudo da experiência e estão mostrando a eficácia dessas plantas na eliminação das larvas do mosquito”, afirma a professora orientadora do projeto, conforme explica Karine Najla de Jesus.

A estudante Cristiana Couto, 16 anos, fala como a experiência foi feita. “Para retirar o extrato das plantas, primeiro recolhemos as folhas, deixamos secar por alguns dias e trituramos. Depois, deixamos em conserva em recipiente com solvente orgânico, para retirar o extrato. As larvas do mosquito nós conseguimos com agentes de endemias da cidade. O próximo passo foi colocar 19ml da água parada e 1ml do extrato das ervas em cada copo e aguardamos até que todas as larvas estivessem mortas”.

Noemy de Souza Queiroz, 16 anos, fala da observação feita no comportamento das larvas durante a realização dos testes. “Verificamos que ao adicionar o extrato ao recipiente com as larvas as reações foram diferentes: no copo com o extrato da erva-cidreira elas ficaram agitadas, já no copo que levou a solução de eucalipto, as larvas não agitaram, mas nos dois casos foram eliminadas. O tempo de ação do extrato de erva-cidreira foi 14h, enquanto o eucalipto agiu em 21h”,  afirma. 

 A experiência continuará sendo aperfeiçoada durante o ano letivo de 2017, mas o projeto já está alcançando uma repercussão nacional. Além de ser um dos finalistas da 6ª Feira de empreendedorismo, Ciências e Inovação da Bahia (Feciba), o projeto também foi selecionado para a 15ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE), a maior da área no país. A Febrace será realizada na Escola Técnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), em São Paulo, de 20 a 27 de março de 2017, quando a proposta será apresentada, avaliada e concorrerá a premiações com estudantes de todo país. 

 

FONTE: www.correio24horas.com.br/ foto: paranaonline  
 
 

ÚLTIMAS NOTÍCIAS:

   
 
    © 1999-2026 TRIBUNA ONLINE