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O Velho Chico na UTI, vendo a morte de perto
Domingo, 01 de Outubro de 2017

O rio São Francisco, também chamado de Rio da Integração Nacional ou, para o povão, Velho Chico, vive uma situação nunca vista. Fornece água para abastecer cidades, irrigar a agricultura, gerar energia e ainda dá o peixe. Mas o homem só faz explorá-lo. Carinho zero, nem para evitar maus-tratos.

O assunto foi o principal, ontem, no Encontro dos Presidentes de Assembleias do Nordeste, o Parlanordeste.

O presidente de Alagoas, Luiz Dantas Lima (PMDB), resumiu uma parte do flagelo, o da banda mais próxima do mar:

– Antes, o Velho Chico botava água doce mais de cinco quilômetros mar afora. Agora, mais de 50 quilômetros rio adentro estão salgados. Em algumas localidades o abastecimento virou um sério problema. A vazão mínima estimada é de 1.850 metros cúbicos por segundo. Estamos com um terço disso, apenas 550 metros.

Os deputados fecharam também com a defesa da Eletrobrás, porque, segundo Ângelo Coronel (PSD), uma coisa (o rio) está imbricada com a outra.

– O rio não está morrendo, está morto. Ninguém fala em preservar, só em recuperar. Em Remanso a captação de água está a 7 km de distância do que era antes.

Pressão federal — E qual é a estratégia para dar eficácia a tais iniciativas. Segundo Coronel, a principal é fazer pressão sobre deputados e senadores de cada estado.
Novo encontro — Segunda à tarde a Assembleia realiza outro grande evento em defesa do Velho Chico. Os presidentes das comissões de Meio Ambiente de Bahia, Minas, Pernambuco, Sergipe e Alagoas, mais os da Paraíba e Ceará, que recebem água da transposição, vão se juntar aos senadores Otto Alencar (PSD) e Lídice da Mata (PSB).     Canal do sertão

Já o deputado José Carlos Aleluia (DEM) soltou foguetes para o fato de o governo ter liberado o edital para a elaboração do projeto da primeira etapa do Canal do Sertão, que vai tirar água do São Francisco até a região de Jacobina, passando por 42 municípios. Mas tirar água de onde?

Aleluia diz que a vazão do canal é de apenas 20 metros cúbicos por segundo e não é permanente, só na necessidade.

– Além disso, acompanha o projeto um eficaz sistema de revitalização.

Eis a questão: todo projeto promete isso.

 

FONTE: atarde.uol.com.br/coluna/tempopresente  
 
 

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