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Rompimento na base
Quinta-Feira, 19 de Setembro de 2013

Precipitar a sucessão foi um dos grandes erros de Lula cometido no final do ano passado, na suposição de não abrir espaço no PT para o surgimento de nomes candidatáveis e garantir a reeleição de Dilma. Festejou os dez anos do PT no poder e anunciou Dilma candidata. Este decisão, no entanto, acabou favorecendo outras candidaturas de partidos diferentes, inclusive de aliados, como o PSB, de Eduardo Campos, que ontem deu o primeiro passo em direção à formalizar sua candidatura. É, de certa maneira, um rompimento com o PT, na medida em que o PSB entregou todos os cargos que ocupa no Executivo, dentre eles o ministério de Integração Nacional e a Secretaria dos Portos, além de diversos outros que ocupa na Chesf. Companhia Hidroelétrica do São Francisco. Foi dessa forma que aconselharam, a princípio, os petistas a Dilma: afastar os socialistas dos cargos da República. O PSB poderá dar o troco, afastando os petistas dos cargos ocupados no governo pernambucano. Não creio, porém, nesta possibilidade. Eduardo Campos está fazendo liga, ou uma espécie de aliança, com Aécio Neves, visando ao segundo turno. É provável que o mesmo aconteça em relação à Marina Silva, se o seu partido, o Rede da Sustentabilidade, vingar. Se tal, como está  acima, se registrar, haverá reflexos na sucessão baiana, com uma provável diáspora no agrupamento do governador Jaques Wagner. Lídice da Mata poderá acompanhar o seu PSB.


Lídice Acompanha

Entre a cruz e a caldeirinha, a senadora Lídice da Mata, que ainda tem quatro anos de mandato senatorial, ficará presa ao seu partido e ao candidato presidencial Eduardo Campos, que pretenderá um palanque na Bahia, como já é do conhecimento. Se o tucano Aécio Neves (que aqui chega amanhã) mantiver o pacto de palanque duplo em alguns estados com Eduardo, no processo de união das oposições contra Dilma, Lídice também construirá o seu por essas bandas, já que se declarou candidata ao governo do estado, na medida em que o candidato da base aliada de Wagner provavelmente sairá do PT, e não dos demais partidos que compõem a sua aliança. Assim, o processo da sucessão presidencial determinará, muito provavelmente, mudanças também no estado. Lídice, embora muito vinculada ao governador Wagner, poderá ficar obrigada a acompanhar os socialistas. Esta questão já está de há muito na paisagem política como quase uma realidade. Agora ganha força. Assim, é bem possível que a perdedora seja Dilma, no segundo turno, tomando como correta a probabilidade de ela  ser o primeiro nome a passar do primeiro para o segundo turno. A não ser que o cenário mude. O que não seria anormal.

 

FONTE: bahianoticias.com.br/ Foto:oglobo.globo.com  
 
 

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