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Integração é a pasta mais cobiçada, devido ao orçamento bilionário
Segunda-Feira, 21 de Outubro de 2013

A presidente Dilma Rousseff precisará de muito cuidado para mover as peças no xadrez da reforma ministerial que fará em dezembro. Não é apenas uma questão de substituir os ministros que concorrerão a algum mandato eletivo no ano que vem. Ela precisa manter a base unida para que parte da coalizão governista não se sinta disposta a escapar rumo aos candidatos da oposição. Tem de agradar o PT e o PMDB para não atrapalhar a própria campanha à reeleição e precisa decidir quem conduzirá a Casa Civil, principal pasta administrativa do governo.
Entretanto, a pouco menos de dois meses do prazo, até mesmo as pastas que já tiveram titulares exonerados — Integração Nacional e Portos, com as saídas de Fernando Bezerra Coelho e Leônidas Cristino, respectivamente — continuam indefinidas. Dilma praticamente prometeu o Ministério da Integração para o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), mas só confirmará a indicação em dezembro, o que abriu a disputa interna. Com um dos maiores orçamentos da Esplanada — R$ 8 bilhões previstos para 2013 —, a pasta despertou a cobiça do PMDB, do PT e até do PP. “Se ela quer passar a vaga para nós, por que não indica logo? Daria para o Vital inteirar-se da pasta e fazer um bom trabalho”, reclamou um cacique do PMDB.
O PT também cobiça o ministério, especialmente pela grande capilaridade que a pasta tem no Nordeste — região crucial para as eleições presidenciais de 2014. Além disso, na cabeça dos articulistas políticos de Brasília, quem herdar a Integração Nacional receberá como bônus os outros cargos que pertenciam ao PSB de Eduardo Campos: a presidência da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) e as presidências da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco).

 

FONTE: Correio Braziliense/ Fotos: assisramalho.com.br  
 
 

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