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PSB articula um Plano B para a Bahia
Terça-Feira, 05 de Novembro de 2013

Cada vez mais próxima de confirmar candidatura ao governo do estado em 2014, a senadora Lídice da Mata (PSB) deve provar ainda sua condição de liderança partidária caso opte pela disputa no próximo ano. De acordo com informações de representantes do próprio PSB, a proximidade entre a senadora e o governador Jaques Wagner ligou o alerta do presidente nacional da sigla, Eduardo Campos, que intensificou contato com um antigo companheiro de Câmara Federal, o ex-deputado Nilo Coelho.

Apesar de não poder ser considerado um plano B - rumores sugerirem uma filiação dentro do prazo para candidaturas, a informação não foi confirmada pela legenda -, num cenário com eventual recuo de Lídice, Nilo Coelho é avaliado como uma possível liderança para controlar o PSB na Bahia. As razões são a proximidade com o dirigente nacional da sigla e sua musculatura política – mesmo afastado do plano politico estadual, Nilo Coelho é uma liderança importante na região de Guanambi.

Ainda que as conversas entre Coelho e Campos tenham sido retomadas com força nos últimos dias, conforme informações chegadas à Tribuna, socialistas consideram a hipótese remota.  “Não existe plano B no PSB. A candidata é Lídice. O que aconteceu é que Eduardo Campos não está totalmente seguro por causa da relação próxima da senadora com o PT e com o governador Jaques Wagner”, apontou em reservado um representante do partido. “No passado, a senadora teve algumas rusgas com Eduardo Campos. Por uma opção política de Lídice na época, mas foi superado”, acrescentou o socialista.

Até então lutando para ser indicada como candidata da base do governador Wagner, a senadora admitiu recentemente, pela primeira vez, que sua candidatura não terá o aval do atual gestor estadual. Segundo ela, a condição de postulante fora da base não a torna oposicionista, como sugerem até mesmo integrantes de partidos políticos aliados dela e do governador.

 No entanto, com o desenho nacional, em que a candidatura do PSB, seja com Eduardo Campos, seja com Marina Silva, se configura como irreversível, a construção de um palanque na Bahia também ganha os mesmos contornos. Procurada, Lídice não foi localizada para comentar os rumores.

Se a senadora ainda vive um momento de reclusão temporária para parte da imprensa, os aliados dela garantem que a postulação dela está bem encaminhada. “A candidatura de Lídice vai me obrigar a ajudar na campanha”, assegurou o secretário estadual do Turismo, Domingos Leonelli, único nome do PSB no primeiro escalão do estado. Para ele, a saída programada do governo não é sinal de desentendimento. “Por mais amizade que tenha com o governador Wagner, por mais que não tenha problema nenhum, surgiram as dificuldades políticas”, relatou Leonelli em entrevista à rádio Tudo FM, dando sinais de que a aproximação entre Lídice e o PT não merece alerta do partido.

 

FONTE: Tribuna da Bahia/ Foto:jc3.uol.com.br/skyscrapercity.com  
 
 

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