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Após declaração de Wagner, Geddel quer acelerar escolha na oposição
Quinta-Feira, 28 de Novembro de 2013

O presidente do PMDB na Bahia, Geddel Vieira Lima, ironizou hoje a declaração do governador Jaques Wagner à Rádio Metrópole, admitindo sua preferência pelo nome do chefe da Casa Civil, Rui Costa, como candidato a governador do PT. “Não é novidade nenhuma um anúncio que todo mundo já sabia. A novidade é que o governador mostrou que pouca importância tem esse negócio de reunião do diretório do PT e que o partido não é tão democrático quanto se diz. O tal encontro seria uma moldura para consolidar a escolha unipessoal do governador, isso é fato”, criticou o peemedebista em entrevista à rádio Tudo FM, na manhã desta quinta-feira. Minutos depois de ser informado sobre o posicionamento do governador, Geddel voltou a defender a tese de reunir as lideranças dos partidos oposicionistas para acelerar a escolha do nome que vai representar o projeto contrário ao do governo em 2014.

“Fui convencido de que não havia necessidade de se fazer o anúncio da candidatura das oposições em dezembro porque com essa antecipação do processo eleitoral você acaba causando problemas para quem está no exercício da administração, no caso específico o prefeito ACM Neto. Eu achei que com esse argumento podíamos deixar lá para adiante, mas em política existe de concreto o fato novo e o fato consumado. Surge um fato novo, um fato relevante: talvez para não perder o controle desse processo interno no partido dos trabalhadores, talvez para ter tempo de tentar avançar com o seu candidato, já que todas as pesquisas de opinião colocam todos os postulantes bem acima do patamar do governo, antecipa-se o nome do governo. Evidente que esse é um fato que nos faz repensar a estratégia e a tese que eu defendo é que nós nos reunamos e antecipemos o lançamento dessa candidatura [de oposição]“, defendeu.

Geddel afirmou também que caso a tese dele “não seja aceita” e prevalecer a ideia de só divulgar um nome oposicionista em fevereiro pode ser que tome outro rumo. “O palanque do PMDB na Bahia vai ser o palanque que viabilize melhor a unidade desse conjunto de forças”, alertou, afirmando que “se prevalecer a [tese da escolha do candidato] em fevereiro, há de se acatar e, evidentemente, há de se compreender que em fevereiro eu vá reestudar o quadro naquele momento para ver qual será a nossa posição”. E acrescentou: “a partir desse lançamento se acelerará as conversas na oposição”. Sobre o posicionamento da legenda, que faz duras críticas ao governo do PT na Bahia, apesar da composição em nível nacional, Geddel foi taxativo. “Eu sou da executiva do PMDB nacional e essa posição minha é clara para o vice-presidente Michel Temer. Eu não faço política às escondidas, eu não faço política com posição que eu não possa sustentar”, concluiu.

 

FONTE: Política Livre  
 
 

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