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Líderes da oposição avaliam se devem antecipar indicado para eleição de 2014
Sexta-Feira, 29 de Novembro de 2013



Com o desafio de apresentar um projeto único que represente o grupo nas eleições estaduais de 2014, a oposição usou da arma que tem ao criticar ontem o posicionamento do governador Jaques Wagner (PT) de antecipar o anúncio de seu candidato à sucessão. Os líderes oposicionistas avaliaram que, diante do fato, eles devem se reunir para ajuizar uma decisão. A ideia é buscarem o entendimento sobre uma abreviação do prazo ou não para chancelar aquele que será o postulante ao governo. Pré-candidato ao Palácio de Ondina, o presidente estadual do PMDB, Geddel Vieira Lima, foi o que mais demonstrou interesse em acelerar o processo de escolha.

Em entrevista à rádio Tudo FM, Geddel destacou que a chancela do governador  pode exigir da oposição uma nova tática. “Talvez para não perder o controle desse processo interno no Partido dos Trabalhadores, talvez para ter tempo de tentar avançar com o seu candidato, já que todas as pesquisas de opinião colocam todos os postulantes da oposição, bem acima do patamar do governo, antecipa-se o nome do governo. Evidente que esse é um fato que nos faz repensar a estratégia e a tese que eu defendo é que nós nos reunamos e antecipemos o lançamento dessa candidatura (de oposição) que pode ser feita pelos partidos. Os gestores, quem sabe, ainda aguardem mais para adiante porque têm compromissos mais sérios na administração”, defendeu. O pré-candidato frisou que caso seu nome não unifique ele estar aberto para conversar.

Geddel não deixou de ironizar o fato ao dizer que Wagner mostrou que tem pouca importância a reunião do diretório do PT, marcada para este sábado (30). “E que o partido não é tão democrático quanto se diz. O tal encontro seria uma moldura para consolidar a escolha unipessoal do governador, isso é fato”.

Presidente do Democratas baiano, o deputado estadual Paulo Azi frisou as diferentes opiniões que podem existir dentro do grupo e citou a necessidade de avaliação do cenário. “Primeiro, precisa ver se esse nome vai ter algum impacto, pois todo mundo já sabia que esse era o candidato do governador. A oposição deve seguir a mesma estratégia, é seguir discutindo os problemas do Estado. Vamos discutir internamente, ouvindo também outros partidos que podem estar do nosso lado, como o PTN, o PV e o PPS”, considerou. Azi também censurou o adiantamento do anúncio pelo gestor. “O governador está fazendo mal, contaminando a gestão com questões políticas”, disse

No PSDB, o deputado federal Antonio Imbassahy reforçou que o fundamental é que prevaleça a “consciência de que não dá mais para continuar o governo do PT”. “Vamos fazer uma avaliação importante sobre essa decisão equivocada, sobretudo vindo do governador, que deveria se preocupar em governar, mas que antecipa de maneira clara o processo eleitoral. Isso demonstra que o projeto do PT é apenas de poder”, criticou.

 

FONTE: Tribuna da Bahia/ Foto:agenciabrasil.ebc.com.br  
 
 

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