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Unidade, hein?
Sexta-Feira, 07 de Fevereiro de 2014


Muito timidamente, se levado em conta seu estilo incisivo, o peemedebista Geddel Vieira Lima anunciou ontem, por meio de seu twitter, que será candidato ao governo do estado. Ele respondia a provocação de internautas que questionaram seu destino, provavelmente depois que se tornou público que o ex-governador Paulo Souto (DEM) irá disputar o governo com o aval do prefeito ACM Neto (DEM). Primeiro, Geddel disse: “Serei”, respondendo à pergunta sobre a candidatura ao governo. Depois, quando lhe questionaram se poderia disputar o Senado, foi taxativo: “Sem chance, meu caro”. Em outras palavras, tudo indica que a sonhada unidade das oposições pode estar por um fio.

A favor de Geddel
O vice-presidente estadual do PTC, Ricardo Grey, saiu ontem na defesa do pré-candidato do PMDB ao governo, Geddel Vieira Lima, ao falar que o tempo do ex-governador Paulo Souto, do DEM, “já passou”. Em contato com a Tribuna, Grey disse que a Bahia precisa de mudança. “E Paulo Souto já teve o momento dele. Já contribuiu com a Bahia”.

Pesquisas
Segundo o dirigente da sigla, o fato de integrantes da oposição alegarem que o democrata está na frente nas pesquisas “não se justifica”. “Em 2006 e em 2010, Souto estava na dianteira nas pesquisas e, no entanto, perdeu as duas eleições para o atual governador Jaques Wagner, do PT”. E completou: “Se as oposições pensam em assumir o comando do governo do Estado, o nome para isso é Geddel Vieira Lima, que quer assumir esse desafio”, enfatizou.

Rearrumando...
O novo desenho  que a chapa das oposições começa a ganhar pode trazer algumas surpresas. Nomes até aqui cogitados podem entrar na dança das cadeiras, tudo para tornar mais forte e consistente o projeto do grupo político que pretende reconduzir o ex-governador Paulo Souto ao Palácio de Ondina. Ontem, nos bastidores da política baiana, o nome do ex-governador Nilo Coelho, um dos quadros mais reluzentes do PSDB baiano, surgia como opção para dar maior densidade à chapa.

...das oposições
Lideranças ouvidas ontem pela Tribuna, como o ex-deputado Raimundo Sobreira, consideram mais que justa e natural a inclusão de Nilo Coelho no tabuleiro do jogo das oposições na Bahia, primeiro pela sólida relação que mantém com Souto e segundo pelo seu passado de ex-governador, não podendo nunca ser considerado uma figura secundária dentro do PSDB. Se o projeto ganhar corpo, caberia ao PMDB indicar o vice, cargo que poderia caber ao deputado federal Lúcio Vieira Lima, ficando o espaço livre para Geddel reeleger-se com uma expressiva votação para deputado federal ou para estadual, como chegou a cogitar, se tornando fortíssimo candidato à Presidência da Assembleia Legislativa.

...o jogo na chapa...
Se na eleição passada ele fez dobradinha com Souto, dessa vez pode aparecer numa posição estratégica, como importante puxador de votos nas regiões sul, sudoeste e oeste, onde sua liderança é inquestionável. Nilo poderia surgir como candidato ao Senado. Estaria o PSDB muitíssimo bem representado na chapa. E sua candidatura ao Senado poderia levar àquela Casa o sobrinho de um dos mais brilhantes senadores da República, seu homônimo e tio Nilo Coelho, de passado memorável na Casa.

 

FONTE: Tribuna da Bahia/ Foto:PoliticaLivre  
 
 

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