Prefeituras     Câmaras     Outras Entidades
 
 
 
SEJA BEM VINDO A TRIBUNA ONLINE
GUANAMBI/BAHIA - , 10 de Julho de 2026
 
 
 
ONDE ESTOU: PÁGINA INICIAL > NOTÍCIAS
 

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

   
 
 

EDITAIS

NOTÍCIAS

 

Obra de escola que custou mais de R$ 1 milhão está abandonada há mais de 2 anos na Bahia
Situação ocorre na zona rural da cidade de Anagé, no sudoeste do estado. Crianças que moram na localidade frequentam escola provisória, que só tem uma sala de aula.
Quarta-Feira, 16 de Agosto de 2017

A construção de uma escola, onde foi investido mais de R$ 1 milhão, está parada há mais de dois anos, em Anagé, no sudoeste da Bahia. A unidade de ensino começou a ser construída na zona rural do município em outubro de 2014. A previsão de conclusão da obra era agosto de 2015, no entanto, o serviço foi abandonado e, até agora, nada funciona no local.

Apenas parte da estrutura foi construída. A obra é uma parceria entre o Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, e a Prefeitura de Anagé. No total, R$ 1.020.061,54 milhão foi investido na construção. Esse dinheiro foi destinado à compra dos materiais de construção usados na obra, já que o terreno onde a escola foi levantada foi doado.

O espaço tem 2.800 m2 e pertencia ao aposentado Otávio Ribeiro, que é morador da região. O idoso contou que está revoltado com a paralisação da obra. “A gente vê gastar um dinheirão aí e depois ficar parado aí, sem terminar a obra, né? A gente fica muito revoltado”, contou o aposentado.

"A gente acha que é prejuízo, né? Porque é um dinheiro investido sem ter um resultado”, afirmou a lavradora Elzita dos Santos, que também mora na localidade.

Enquanto a obra não é concluída, as crianças da zona rural frequentam uma escola provisória, que só tem uma sala, onde estudantes de diferentes séries e idades são colocados juntos. Os adolescentes que moram na região também sofrem porque precisam se deslocar para o centro da cidade.

“É um professor só para todas as séries. E aí eu acho que atrapalha no desenvolvimento, porque é dando atenção para várias séries em uma turma só”, contou Edileuza Alves, que é mãe de uma das crianças que estuda na escola.

“Se a escola estivesse funcionando aqui seria mais fácil. Não tinha esse negócio de estar pegando transporte. Seria pertinho. Ficaria mais despreocupada”, falou Edinês Pereira, que é mãe de uma adolescente.


Além dos problemas com as aulas, os materiais de construção que foram comprados enquanto a obra estava em execução foram abandonados após a paralisação dos serviços. O material foi armazenado nas salas que foram construídas e ao redor do terreno. São cerâmicas, pacotes de argamassa, tubulações, ferros, blocos e vários outros materiais, sem nenhuma proteção.

Preocupado, o borracheiro Hernandes Santos, que mora ao lado da obra, se dispôs a passar no local todo dia para averiguar se o material está sendo preservado. O homem tem medo que roubem algo e, caso a obra seja retomada, provoque o atraso da conclusão do serviço.

“Passo aqui três vezes ao dia, apesar que eu moro ao lado, né? Qualquer movimento que eu vejo aqui, eu encosto aqui para ver do que se trata. Vigiando aqui”, disse.

A secretária de Educação de Anagé, Ludmila Correia, ficou de se posicionar sobre o assunto, mas, até a publicação desta reportagem, não havia respondido.

 

FONTE: g1/Bahia  
 
 

ÚLTIMAS NOTÍCIAS:

   
 
    © 1999-2026 TRIBUNA ONLINE